Capitã Marvel | Crítica

Filme deixou escapar múltiplas possibilidades de se tornar épico, profundo e ideologicamente forte

Foi lançando um grande desafio para o Marvel Studios, apresentar o primeiro filme solo de uma protagonista feminina. Capitã Marvel passou por diversos percalços em sua jornada cinematográfica: Ainda o velho e maléfico machismo no segmento, “haters sem causa” e até bombardeios em notas num dos principais portais de debates da sétima arte, Rotten Tomatoes, antes do filme chegar aos cinemas (Isso foi o cúmulo do absurdo). Agora some tudo isso a responsabilidade de ser o longa que irá anteceder, não temporalmente, mas dentro do organograma do estúdio, Vingadores: Utimato [Veja o trailer] – que responsa!

Capitã Marvel teve seus acertos e seus erros, como qualquer outro filme do Marvel Studios, rezando quase que integralmente a cartilha do estúdio. Mas porque o longa foi apenas bom, e não espetacular como acreditávamos. Por que não ousou, apesar das múltiplas possibilidades. Deixa eu te explicar bem isso. Infelizmente, esse é o primeiro filme solo de uma protagonista mulher após 20 filmes interconectados do MCU (Poderíamos ter um filme que abordasse tal conceito, bem antes), o que de cara, denota um certo atraso nas escolhas dos arcos – mas deixemos isso um pouco de lado – Afinal, tecer comparações ou falar mal do universo compartilhado da Marvel é covardia, pois encontra-se num outro patamar de qualidade do gênero.

E se o tema fosse tornar o que a Mulher deve ser para a nossa sociedade, igual a qualquer homem, o longa fracassou nos primeiros trechos da trama, ganhando contornos apenas no último ato [para ser honesto, falar de Capitã Marvel, é falar sobre igualdade de gênero, e eu, não irei fugir do tema não]. A sua humanidade, a sua força, fora apenas retratada na parte final, o que não agrada, bem diferente de filmes como: Pantera Negra (2018) e Mulher Maravilha (2017), em ambos os filmes, as mulheres são fortes, simplesmente, essencialmente fortes, algo natural. E em Capitã Marvel, apenas sentimos isso do meio para o final, com um verdadeiro clímax no terceiro e último ato.

Ainda sobre o longa, o que torna Capitã Marvel um tanto diferente das outras adaptações dos quadrinhos é a sua alteração significativa quanto a história de origem da personagem [o que pode ser bem detalhado em nosso especial da heroina]. Carol Denvers (Brie Larson) atua na Starforce (Elite da força de Combate Operacional Kree), mas ainda não sabe quem é, o seu passado é obscuro. Numa das missões, a oficial é capturada pelos Skrulls, mas empreende fuga, parando em seu planeta natal, a Terra. Carol irá descobrir nessa jornada que a verdade tem muitas formas de serem ditas, e nem sempre, condizem com o que real.

Dentro de suas premissas, de seu roteiro apresentado, sob as mãos de Anna Boden e Ryan Fleck, a adaptação possui algumas mazelas, que não sabemos até que ponto pode alterar os conceitos canônicos dos quadrinhos, o que é preocupante (E eu não irei aprofundar isso aqui, pois falaríamos alguns spoilers). Mas também, a história, de maneira geral, é boa, mas nem sempre tão dinâmica. O filme é dirigido pela dupla de roteiristas, e nisso, talvez tenham captado melhor a essência do longa, cenas bem tratadas, visualmente belas, entretanto, o Marvel Studios ainda sofre com suas cenas de ação (traçando um paralelo com filmes da DC Films – e alguns deles são ruins, vocês já sabem quais – mas as suas cenas de ação são épicas, bem diferente da maioria dos filmes da Marvel).

Capitã Marvel também teve uma ótima oportunidade não aproveitada, quanto a trilha sonora. Nossa!!! Fomos a década de 90, e a escolhas foram um tanto estranhas, longe das poderosas músicas e trilhas de Pantera Negra e Guardiões da Galáxia Volumes 1 e 2. Parece que não foram bem encaixadas.

Sobre o elenco, vimos um Nick Fury (Samuel L. Jackson) diferente, jovem, esperançoso e como sempre, muito bem tratado pelo ator; Talos/Skrull (Ben Mendelsohn) foi conciso, forte, quanto ao vilão Yon – Rogg/Kree (Jude Law), esse não esteve bem, e isso atribuímos ao roteiro, que o tornou apenas um simples obstáculo para que super-heroína se sobressaia. Destacamos também, Carol Denvers/Capitã Marvel (Brie Larson) e Maria Rambo (Lashana Lynch), com boas atuações, pra ser honestos, gostei muito de seus trabalhos, entretanto, o roteiro, mais uma vez não ajudou a nossa protagonista, faltou alguma coisa, algum tempero à Capitã.

O filme também trouxe algumas coisas bem legais, destacando-se uma linda homenagem a Stan Lee [Veja a nossa também, num incrível artigo], apesar de possuir duas cenas pós-créditos, uma delas é intensa, que resvala diretamente em Vingadores 4. Enfim, vimos mais do mesmo, o que é uma pena! Capitã Marvel, o filme, deixou escapar as múltiplas possibilidades de se tornar épico, profundo e ideologicamente forte. Sabe-se que nas próximas fases do MCU, ela não só estará de volta, como poderá tomar as rédeas da equipe da Marvel, dos Vingadores. É esperar que ela receba um melhor tratamento, principalmente a alguém que tem potencial de se tornar a líder do grupo.

Capitã Marvel estreou no dia 7 de Março e segue com boa aceitação de público e bilheteria no Mundo.

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