Homem-Aranha: Longe de Casa | Crítica

Por onde começar?!… Posso afirmar que “Homem-Aranha: Longe de Casa” é um verdadeiro tributo a todo o Universo Cinematográfico da Marvel. A escolha de se utilizar esse filme para encerrar a terceira fase foi super sensata [Saiba Mais], por tudo o que ele é capaz de representar, com um grande destaque a humanidade dos personagens apresentados, desde o núcleo colegial, o herói e os antagonistas da trama. Além, é claro, de apresentar os possíveis desdobramentos do futuro da Marvel nos cinemas.

Quando analisamos quadro-a-quadro, podemos observar o quanto as mentes por detrás do Marvel Studios estão focadas no MCU. E não era para menos, Vingadores: Ultimato [Veja a nossa crítica] está à beira de ultrapassar Avatar, tornando-se o longa de maior bilheteria da história. E se este produto é rentável, logo faz-se necessário cuidar, zelar, qualificar e inovar a marca, o que ficou bastante claro durante todo o filme.

Homem-Aranha: Longe de Casa começa após os acontecimentos de Vingadores: Ultimato, após o “Blip”, evento marcado pelo estalo de Thanos e o ressurgimento dos desaparecidos após 5 longos anos. E no começo do filme, como de costume pela fórmula Marvel, utilizam-se de poucos minutos, uma frase sequer, para esclarecer ao público problemas que passamos meses teorizando, a forma de se optar pelo mais simples, o óbvio tem dado certo ao Estúdio, e com Longe de Casa não foi diferente.

Sobre Peter Parker (Tom Holland), o nosso Homem-Aranha, repousa um fardo enorme para se carregar; e a temática de todo o filme se passará nisso, ser um simples estudante do colegial americano, como desafios inerentes a idade e assumir a responsabilidade, de preencher a lacuna deixada pelo seu tutor, o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) no MCU, do qual, Peter não acredita que possa fazer.

Diante de toda essa pressão, Parker deseja umas férias, tentar esquecer um pouco do trabalho, de suas responsabilidades, afinal, quem não precisa de férias?! Eu que o diga! Entretanto, um novo mal há de surgir, elementais advindos de uma Terra paralela podem ameaçar o nosso Planeta e Peter será envolvido, arrastado, mesmo na Europa, para o “olho do furacão”.

E a trama irá “brincar” com essas ameaças globais, um mundo angustiando, temendo sempre o “pior”, e a necessidade de termos grandes heróis na Terra para nos proteger, pois, não se tem mais notícias dos Vingadores desde os acontecimentos pós-Blip, ou seja, mais um acerto dos muitos que iremos tratar aqui, o que podemos atribuir a dupla de escritores do filme, Chris McKenna e Erik Sommers.

Como no primeiro filme do herói aracnídeo sob as mãos talentosas do Marvel Studios, o ponto alto desta nova trama esteve em todo núcleo colegial, com destaque para: Ned (Jacob Batalon), MJ (Zendaya), Flash (Tony Revolori), Betty (Angourie Rice). Sinceramente, o longa se aproximou daqueles programas, filmes “teens” de sucesso, que nós amamos, aprofundando um pouco mais, as relações juvenis que passamos, ou você, caro leitor, passa. Entretanto, “Longe de Casa” possui um “Plus”, os demais núcleos estiveram muito bem. Houve um maior envolvimento do MCU no filme, mesmo sem contar com a presença de um Vingador sequer.

Outro destaque ficou para a ótima construção do antagonista da trama, Mystério (Jake Gyllenhall). As suas motivações não foram tão toscas, irreais mas claras, perfeitas, como as de Adrian Toomes/o Abutre (Michael Keaton) em “De Volta ao Lar”. Tendo como pano de fundo, o envolvimento direto ou indireto das Industrias Stark. Gosto muito de traçar um paralelo entre dois grandes super-heróis de editoras diferentes, Batman da DC e Homem-Aranha da Marvel, e os seus respectivos sucessos, quer no cinema ou nos quadrinhos, o seu belo “Card de vilões”. E de maneira espetacular, o Marvel Studios deixou de lado vilões clássicos, apostou em vilões “esquecidos”, e os tornaram psicologicamente fortes, determinados, interessantes e não meros obstáculos a serem ultrapassados.

Outra boa coisa nesse filme foram as cenas de ação, muito questionada no primeiro filme, “Longe de Casa” é um show à parte, vemos o Homem-Aranha em sua melhor performance, principalmente durante o terceiro trecho do longa, o conclusivo. Envoltos numa trilha sonora composta por Michael Giacchino, que podemos traduzir como literalmente incrível, de arrepiar, de nos fazer lembrar de momentos épicos do MCU, despertando um sentimento saudosistas, “Longe de Casa” é capaz de arrebatar almas para aquele Universo.

Homem-Aranha: Longe de Casa” é sobre… O amadurecimento, responsabilidade, a humanidade do herói personagem, um questionamento natural nosso: Se somos capazes de realizar mais?; e sobre um Tom Holland incrível. Não estou aqui para polemizar, mas assim como Robert Downey Jr. está para o Homem de Ferro, Tom Holland está para o Homem-Aranha sim! E com qualidade inventiva, ele é o personagem da trama. Conseguimos ver todos os seus sentimentos diversos, a simpatia necessária de Peter Parker, suas dúvidas, erros e acertos, despertando a empatia intrínseca ao amigo da vizinhança. Digamos que Holland está evoluindo, juntamente com herói-menino, e se tornando o super que precisamos, inclusive para o futuro da Marvel nos cinemas, estabelecendo um novo “Homem de Ferro” para os Vingadores, mesmo sem a armadura, mas com o Coração do Tony, com o coração de Ferro.

Repleto de referências belas ao MCU, com um humor delicioso, mesclado a cenas de ação e drama, Homem-Aranha: Longe de Casa se torna um dos melhores filmes solos da Marvel. O que traduzido significa que o cineasta Jon Watts entendeu claramente o que o personagem representa para os fãs, e para o Universo. E este filme nos faz crer que algo melhor está por vir, fixando a esperança em nossos corações sobre todo o MCU.

Obs.: Há duas cenas pós-creditos no filme, numa delas insinua o futuro de nosso herói, noutro onde o futuro do MCU pode se resvalar.

Classificação:

O filme chegou no dia 4 de julho nos cinemas brasileiros.

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