Mindhunter – 2ª Temporada | Crítica

A série original da Netflix ganhou a sua segunda temporada em 16 de Agosto, e após ótima recepção junto ao público e uma espera de quase dois anos, o programa não decepcionou com seus nove episódios, pelo contrário, aprofundou raízes, dilacerou emoções, expandiu sentimentos e alcançou altíssimas notas, conforme a crítica especializada. Mas qual o segredo para Mindhunter se colocar como um ponto fora da curva dentro dos conteúdos da Netflix?

Produzida por grandes nomes, como David Fincher (Zodíaco, Clube da Luta, Seven – Os Sete Pecados Capitais, Garota Exemplar) e Charlize Theron (Vencedora do Oscar, como atriz, pelo filme Monster – Desejo Assassino em 2004) Mindhunter traz uma trama densa, envolvente, inquietante e sombria; personagens carismáticos, talentosos, empáticos; o programa surge sem pompas, sem propagandas da gigante do streaming, mas de uma peculiaridade ímpar: Arrebata o público.

Mindhunter/Netflix – Reprodução

A segunda temporada de Mindhunter, baseada no livro Mind Hunter: Inside the FBI’s Elite Serial Crime Unit escrito por John E. Douglas e Mark Olshaker, torna-se maior e mais profunda que a primeira. Sem apresentar novos protagonistas, a trama foca em seu trio de personagens espetacular e suas respectivas nuances (e acerta): Os agentes federais Holden Ford (Jonathan Groff), Bill Tench (Holt McCallany) e Dra. Wendy Carr (Anna Torv). O tema da série é o estudo da psicologia comportamental dentro um nicho bastante abjeto, intrigante e doentio, vis criminosos em solo americano. Neste momento, há uma grande confusão entre o real e o que é ficção, mas a série ganha corpo e cara.

A série está preparada para te levar as décadas de 70 e 80, quando os criminosos estão mudando, os assassinatos já não são apenas decorrentes de problemas sociais, mas tornam-se marcas, assinaturas doentias de outros “seres humanos”. Um grupo de policiais federais identificou tal mudança e com o apoio de uma professora universitária, procuram entender o comportamento iniquo daqueles homens. Entretanto esse trabalho não será fácil, pois os nossos protagonistas terão que lidar com o público, a instituição, o preconceito laboral e os supercriminosos ao mesmo tempo.

Mindhunter/Netflix – Reprodução

Saindo do subsolo da primeira temporada, o FBI pôde observar um progresso, talvez o futuro do departamento ali, principalmente nas prisões importantes que estão ocorrendo mediante o trabalho. Em Mindhunter, a dinâmica é intensa e nada repetitiva, mudando a cada novo caso – O que torna a série legal e envolvente. Mindhunter poderia ser comparada a outros programas do gênero policial, investigativo, como CSI e Criminal Minds, mas a série é pensada num momento anterior a tudo isso, em como se foi criado a identificação do comportamento criminoso – pensado fora da caixinha – além de envolver histórias reais, que deram causa a tal estudo.

Na segunda temporada, os estudos sobre a ciência comportamental se tornam em algo maior, as entrevistas com criminosos nos estabelecimentos prisionais americanos tornam-se algo recorrente, dentre eles Charles Manson – Mandante dos assassinatos da atriz Sharon Tate e outras pessoas em Hollywood (Como é abordado na ficção de Quentin Tarantino, Era uma vez em… Hollywood [Veja a nossa crítica]) – E paralelamente, vemos um Holden Ford (Jonathan Groff) curando as suas feridas, e aperfeiçoando o modelo de trabalho ao lado de Bill Tench (Holt McCallany) – que passa por problemas familiares (Ou vocês nunca acharam suspeito o comportamento do filho dele?!) e Dra. Wendy Carr (Anna Torv) descobrindo o amor, em meio as análises dos casos mais estarrecedores que já pôde ver. Agora, existe uma finalidade, desvendar crimes em curso, e nesta temporada, destaca-se a série de assassinatos de jovens negros em Atlanta (28 ao todo); lembrando que BTK (que possui um forte significado, “Bind, Torture, Kill” – traduzindo: Amarra, Tortura e Mata) ainda está a solta.

Seguindo a mesma esteira que a primeira temporada, Mindhunter apresenta uma bela fotografia, e uma intensa trilha sonora, deixando o público tenso, e envolvido completamente com a trama. Como já explanado por aqui, o roteiro é exemplar, com uma linguagem direta, profunda, reflexiva e intrigante, Mindhunter supera-se, oportunizando o melhor para o público. Agora, misture isso a ótimos atores e suas condizentes atuações?! Putz! Entretanto, esse empenho todo pode comprometer a continuidade do programa pela Netflix. Como o tema da produção é muito pesado para parte do público, a série corre o risco de ser cancelada – Esperamos que não!!! Pois, como já trouxemos aqui no SiriNerd, o programa possui um planejamento para cinco temporadas [Saiba Mais].

Classificação:

  • Veja o trailer da segunda temporada de MindhunterSaiba Mais.
  • Veja as novidades de Setembro na NetflixSaiba Mais.

A segunda temporada de Mindhunter chegou no dia 16 de Agosto na gigante dos serviços streaming Netflix.

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