Stranger Things: 3ª Temporada | Crítica

Referências e nostalgia dos anos 80 ainda predominam…

Para quem tava com saudades da galerinha de Hawkins, a Netflix liberou a terceira temporada completa de Stranger Things no dia 04 de Julho (dia da Independência dos Estados Unidos).

E o sentimento nostálgico que essa série me passa é impressionante. Eu sou das pessoas que dá preferência à assistir filmes e séries legendados e com áudio original (mesmo considerando a dublagem no Brasil excelente), mas eu e meu irmão quando fomos assistir a primeira temporada optamos por vê-la dublada, para aumentar o nível de nostalgia, pois era assim que víamos as séries e filmes dos anos 80. E na segunda e terceira temporada mantive a dublagem.

Para quem não lembra, no final da segunda temporada, a Onze/Eleven (Millie Bobby Brown) fechou o acesso do Mundo Invertido, então tudo parece estar bem tranquilo na cidade de Hawkins. A única coisa que parece agitar a cidade é a insatisfação dos comerciantes locais com o novo Shopping da cidade, que é o palco de grande parte das cenas desta nova temporada.

As crianças da primeira temporada são agora adolescentes e alguns atritos nos relacionamentos começam a surgir, Dustin (Gaten Matarazzo) retorna de uma viagem e se sente afastado do grupo, Will se mostra com esse mesmo sentimento algumas horas, pois Mike (Finn Wolfhard) e Lucas (Caleb McLaughlin), estão mais preocupados com suas namoradas Onze/Eleven e a Max (Sadie Sink), do que em jogar a campanha de D&D que ele fez.

A série mistura bem os momentos de suspense/terror que se dá devido ao retorno do Devorador de Mentes à cidade e também com a questão dos russos que podem estar tramando algo contra os EUA e o desenvolvimento dos personagens, sem que se tenha uma grande perda do ritmo da narrativa. Alguns momentos, principalmente os que envolvem as investigações da Nancy (Natalia Dyer) com o Jonathan (Charlie Heaton) e do oficial Jim Hopper (David Harbour) com a Joyce (Winona Ryder), dão uma esfriada nas nossas expectativas, mas também têm seus bons momentos.

Podemos considerar que a trama é dividida em 4 núcleos:

1 – Hopper e Joyce investigam um curioso fenômeno que a Joyce detectou que foi a desmagnetização dos ímãs. Ela teme que a empresa que teria aberto as portas do mundo invertido tenha voltado a trabalhar por lá… Acho que é por Will ser o queridinho das criaturas do mundo invertido.

2 – Nancy e Jonathan, que estão estagiando num jornal local, começam a investigar casos curiosos que estão ocorrendo pela cidade e que ninguém parece dar crédito, como alguns ratos que comem produtos de limpeza ou fertilizantes de uma senhora que ninguém leva a sério.

3 –  Dustin, Steve e as duas novas e excelentes adições Robin (Maya Hawke) e a Erica (Priah Ferguson), a irmã do Lucas, que já havia participado da temporada passada. Estes investigam uma mensagem russa captada por Dustin.

4 – Mike, Will, Lucas, Onze/Elleven e Max. Após um tempo com os meninos separados das meninas, esse núcleo se une para investigar a alteração de humor do irmão da Max, o Billy, e a relação que isso pode ter com o Devorador de Mentes que enfrentaram na segunda temporada.

Logicamente todos esses núcleos acabam se encontrando em algum momento e como diria o narrador dos comerciais da sessão da tarde: “essa turminha do barulho vai arrumar altas confusões!”

O elenco foi muito bem nessa temporada, tanto os antigos, quanto os novos. A condução da trama, como já falei anteriormente foi boa e, apesar dos momentos que perdia a intensidade existirem, nos deixa querendo ver o próximo episódio. Apesar dos efeitos visuais serem bons, eu acho que poderiam ser um pouco melhores.

A série ainda nos mostra uma cena pós-crédito no final do último episódio e nos deixa na expectativa de uma quarta temporada, onde podemos ter alguns retornos (não vou dizer nada sobre isso pra evitar spoiler).

Classificação: 

Como sempre Stranger Things vem recheado de referências dos anos 80, mas eu lembrei muito, em vários momentos de  A Bolha Assassina (1988) e do O Exterminador do Futuro (1984), um dos russos lá só me lembrava o Arnold. Comentem aí outras referências que vocês perceberam. E digam o que acharam da crítica e da série (mas sem spoilers, tá?!).

 

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