Para quem ficou impressionado com a primeira parte da série francesa da Netflix, “Lupin (2021)” ou ficou com alta expectativa após o surpreendente gancho no encerramento daquela fase. Muitos contavam até os dias para o retorno da série de grande sucesso da popular plataforma de streaming. A segunda parte eleva o nível com mais suspense, mais surpresas e mais reviravoltas inesperadas.

Parte do sucesso se deve a sempre carismática atuação do astro Omar Sy (“Intocáveis”), no papel do jovem francês, Assane Diop, descendente de uma família senegalesa, que representa uma releitura do icônico ladrão Arsène Lupin, criação literária do romancista francês Maurice Leblanc. Agora, bem mais confortável em seu papel protagonista, Sy continua sendo um grande maestro em conduzir a trama com eficiência e arrastar os demais envolvidos em suas tramoias meticulosas. Além disso, a série não precisa mais se preocupar em apresentar os personagens nessa segunda parte. A trama fica livre para intensificar os momentos de suspense e abusar dos truques para confrontar as expectativas do próprio público, como na sequência do carro em chamas em que o espectador imagina quem pode estar aprisionado lá dentro.

A polícia, mais uma vez, é um mero joguete nas estratégias inteligentes de Lupin, que permanece focado em sua missão de vingança, sua busca por justiça, visando inocentar o próprio pai e mostrar que eles foram vítimas das artimanhas de uma família poderosa que aparenta ser de alto nível, apesar da sujeira embaixo do tapete. Lupin não mede esforços. Se arrisca ao extremo. Escapa sempre no último minuto. Recebe ajuda até de quem ele nem imaginaria. Com tanta correria, fugas e engodos, ele ainda mantém a admiração do filho, apesar da mãe criticar o pai constantemente.

Atente para a sequência nas famosas galerias subterrâneas da cidade de Paris. Simplesmente, de tirar o fôlego com o suspense alongado no máximo de tempo possível sem esquecer das muitas surpresas pelo caminho. Outro destaque é o elenco juvenil que atua nas sequências que retratam o passado do protagonista. A série continua com roubos espetaculares, personagens misteriosos que se revelam em contextos surpreendentes. A verdade começa a vir à tona, o que rende novos aliados e inimigos. A sequência no teatro remete a um dos grandes clássicos do diretor britânico Alfred Hitchcock, “O Homem que Sabia Demais (1956)”. Assim como no clássico, a música torna-se um dos elementos cruciais da narrativa, planejada para intensificar o suspense.

Sabemos que a série ainda vai render uma terceira parte. Se for lançada ainda esse ano, a futura parte vai complementar a primeira temporada. Se não der tempo e for lançado em 2022, será a abertura da segunda temporada. Por fim, nem tudo ainda ficou resolvido na trama, o que deixa os caminhos abertos sobre o que poderá acontecer adiante. Ou seja, o público também não consegue ter ideia do que vem pela frente. Essa é a graça da série “Lupin” que a torna imperdível. Fazendo jus a todo seu sucesso mundial, inclusive no Brasil. Que venham logo, os novos episódios.

 

Classificação:

A segunda parte da primeira temporada de “Lupin” encontra-se exclusivamente na Netflix.

By Ronilson Araujo

As artes se unem para celebrar a grandiosidade da Sétima Arte e representar a vida, a 24 quadros por segundo. Por isso, o cinema é tão fascinante e reflete sua relevância diante de toda a Cultura Pop.

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