Tentando diversificar os conteúdos originais de seu portfólio a Disney+ vem investindo alto em conteúdos originais e cada vez mais recheados de nostalgia de antigos títulos dos anos 70, 90, e 2000. Esse é o caso do Virando o Jogo dos Campeões, série original que estreou esse ano (2021) na plataforma do camundongo mais amado do mundo (desculpa Jerry).

Com um enredo que volta no tempo em uma trilogia de sucesso dos anos 90, carinhosamente apelidada pelos nostálgicos de Super Patos, “Virando o Jogo” trás de volta o grande time dos patos, que depois de 25 anos da formação original se tornou uma instituição profissional, que busca excelência em seus atletas e não mais o “jogar com o coração” que deu origem ao time.

Junto disso somos apresentados ao protagonista da série, ou um dos protagonistas, já que parte dele a história, mas não é apenas ele o foco do enredo da série. Evan Morow é um jovem com seus 12 anos (acredito, não lembro a idade exata) que teve seu sonho de jogar nos patos jogado no lixo após ser reprovado em uma peneira do time e sua mãe, que só queria ver o filho de divertir jogando o esporte que mais gosta, não se conforma em como seu filho teve seus sonhos destruídos pelo treinador dos patos.

É nesse ponto que a sessão de nostalgia começa, primeiro com a mãe determinada a criar um time de hóquei no gelo para o seu filho, dando o nome do time “nem tenta”, uma das afirmações do treinador dos patos ao reprovar o Evan na peneira. Ela forma um time de desajeitados, com características e hobbies diferentes, que por conta disso não se encaixam na sociedade a sua volta, influenciada pelo sucesso dos patos. Essa é a primeira característica que nos leva ao clássico dos anos 90, usado não apenas pela trilogia dos Super Patos, mas também por vários outros títulos de esportes que fizeram sucesso nessa década.

Depois de sermos apresentados a toda essa parte da história, vários outros personagens e eventos dos clássicos são inseridos, em seu momento, ao enredo que tenta mostrar que ser diferente é legal e isso não é motivo para segregarmos nossas amizades. Além é claro do grande bordão da mãe do Evan: “diversão em primeiro lugar”. Um dos destaques é realmente a volta do treinador Gordon Bombay (Emilio Esteves), que nos anos 90 transformou um grupo de desajustados em uma seleção americana de Hóquei, visto no segundo capítulo da trilogia.

Daqui a história de desdobra em vários momentos clássicos e até clichês, mas um clichê bem feito é muito bem-vindo, e com essas histórias se desenvolvendo a série se torna até gostosa de ver, com personagens clássicos surgindo e nos fazendo lembrar dos clássicos, que também estão disponíveis no catálogo da Disney+, importante lembrar, e tudo isso acaba transformando não apenas as crianças que se juntam ao “Nem Tenta”, mas também as famílias, que aprendem de certa forma que o que mais importa é a felicidades de seus filhos, sem forçar neles sonhos que um dia foram dos pais.

Ao final de tudo e com o tradicional verde e laranja dos patos clássicos só nos resta dar a nota a uma série que apesar de não ser espetacular como The Mandalorian ou até mesmo as séries da Marvel já lançadas, merece sim uma segunda temporada para continuar a nos presentear com bons momentos de nostalgia.

 

Classificação:

A primeira temporada de ‘Virando o Jogo dos Campeões’ possui 10 episódios e encontra-se disponível exclusivamente no catálogo da Disney Plus.

By Mácio Lima

Vivendo em meu próprio isekai, estou constantemente buscando coisas novas para ler. Fã de Mangás clássicos como Bleach e Fairy Tail estou esperando por uma nova história que me faça passar a noite desejando o próximo capítulo. Obs.: Vivendo no momento um amor platônico com o universo Star Wars.