O anime “Monster Hunter: Legends of the Guild” teve seu lançamento na Netflix e a expectativa dos fãs era enorme desde o seu anuncio visto que a ultima experiência com uma adaptação do jogo não foi do agrado de muitos e ainda sentiam o gosto amargo e precisavam de algo para aliviar esse sentimento e parece que os caçadores de plantão podem dormir aliviados com esse lançamento, mas nem tudo são flores nessa mais nova adaptação da franquia da Capcom.

Monster Hunter é um jogo que já possui diversos títulos, ficando ainda mais famoso quando lançado para PC com o titulo “Monster Hunter World” e sua expansão Iceborn que foi um dos jogos mais lucrativos da Capcom, a versão mais atual do jogo foi lançada para Nintendo Switch com o título “Monster Hunter Rise”.

Como mencionado anteriormente a nova adaptação totalmente em animação 3D, foi lançado pouco tempo após o lançamento do Monster Hunter Live-action, protagonizado pela atriz Milla Jovovich famosa pelos filmes de “Resident Evil”, uma fama não muito positiva para os fãs tanto do Resident, o filme não agradou muito ao publico que joga Monster Hunter em parte por que o foco dos monstros foi quase nulo a maior parte do filme, mas vamos tentar esquecer o filme e focar na animação embora mesmo sendo mídias diferentes é complicado não comparar as adaptações.

Sobre a animação ‘Monster Hunter: Legends of the Guild’ deixa muito a desejar no que lhe define, peca e muito em detalhes simples, visualmente o espectador não tem a sensação de peso, força e impacto em várias cenas, fora a qualidade da animação do ponto de vista pessoal, fica bem a baixo até das animações que vemos no Monster Hunter World.

Agora se desligarmos a chave critica em relação a animação essa nova adaptação é um banquete de fan-service, uma menção honrosa para a participação da Assistente Seria (sim esse é o nome da personagem) e a armadura Butterfly Alpha Armor Set e a arma Glaive inseto.

Citei apenas essa arma pois foi uma surpresa ela aparecer, no jogo é uma arma com os movimentos mais complexos pois envolve muitas acrobacias e movimentos giratórios, a adaptação dos movimentos dessa arma não deixaram a desejar mesmo com o já mencionado problema com a qualidade da animação.

A história tem como protagonista o personagem Aiden, garoto aspirante a caçador, vive como um protetor da sua vila até que uma grande ameaça aparece e ele junto com alguns caçadores tentam proteger a vila, o roteiro não é nada surpreendente é bem básico, praticamente seguindo a cartilha da jornada do herói, mas se levarmos em conta que o jogo não tem uma história grandiosa, a adaptação fez muito bem seu trabalho nesse quesito.

Sobre os monstros, ao mesmo tempo que meu coração disparou de emoção ao ver certos monstros como o Deviljho e a Lunastra, me dói ver o que acontece com eles na adaptação e da forma que acontece é claro que não da pra esperar muito com o pouco tempo que tem a adaptação da Netflix, deu pra aproveitar cada minuto das cenas dos monstros e ai vai mais um ponto para o roteiro que fez um milagre em adicionar uma quantidade boa de monstros e um tempo pequeno e não ficar algo muito “difícil de engolir”, infelizmente o fato da obra ter menos que uma hora de duração tornou algumas coisas muito aceleradas mas repetindo, souberam aproveitar bem o tempo curto

No geral ‘Monster Hunter: Legends of the Guild’ mesmo com seus altos e baixos nos deu o sabor doce que os caçadores estavam precisando, Monster Hunter tem muito a oferecer, monstros é o que não falta nessa obra o filme e a animação não mostrarem nem o começo da imensa lista de monstros, da pra explorar ainda mais o universo, enquanto isso vamos aproveitar essa adaptação.

 

ClassificaçãoCírculo de Fogo: The Black

A primeira temporada da série animada “Monster Hunter: Legends of the Guild” encontra-se no catálogo da Netflix.