“O Esquadrão Suicida”, da Warner Bros., estréia amanhã (05) pra alegria dos fãs, e nós do SiriNerd que tivemos acesso antecipado a este filmaço e viemos de antemão lhes trazer o que há de novo no DCEU.

James Gunn se superou  e arregaçou mostrou como mesclar bem o universo do cinema e dos quadrinhos numa única obra. Ele inovou com uma linguagem moderna ante a atual saturação dos filmes de super-heróis, dando-lhe personalidade, impondo um ritmo alucinante ao longa, com seu notório humor escrachado, ação empolgante e violência que apesar de visceral em momento algum soa desmedida.

Todos já sabemos que Gunn é um expert em tirar personagens esquecíveis do ostracismo e dar-lhes brilho, como fez com os Guardiões da Galáxia, personagens DC e da Marvel Comics, que apenas alguns fãs de quadrinhos conheciam antes de sua estréia no UCM; e é isso que ele faz com maestria.

E a censura “rated R” colaborou sobremaneira pra esse sucesso, pois, sem dúvidas, uma história do Esquadrão Suicida contada em outro tipo de classificação, finda por podar a real natureza dos personagens.

O filme e sem dúvidas sensacional, e nos remete de verdade a uma história em quadrinhos, e, definitivamente, não é uma continuação do filme anterior (Graças a Deus!!!!), mas sim um reboot, pois somos apresentados a toda a dinâmica que estabelece a trama, como a própria ‘Força Tarefa X’ bem como o conceito dos nano-explosivos e da descartabilidade dos integrantes.

A trama é bem amarrada, os personagens são muito bem trabalhados e apresentados, nos remetendo muito ao formato de Guardiões, mas com a liberdade para algo bem mais “escroto” e “ousado”. Diferente do que se vê, por exemplo, em Deadpool 2, os personagens não estão ali simplesmente para serem mortos. Todos tem sua relevância e um papel fundamental na trama  e conseguimos nos conectar verdadeiramente a eles, porém (como o próprio título elenca), qualquer um pode morrer a qualquer momento.

E mais uma vez, Viola Davis rouba a cena é dá um show de interpretação com sua Amanda Waller casca grosa e mais impiedosa do que nunca. Como pontos fortes vale também salientar a competitividade entre o Sanguinário de Idris Elba e o  Pacificador de John Cena. As cenas de luta, as psicopatias da Arlequina, da Margot Robbie, e os momentos engraçados do Tubarão-Rei, são caoticamente perfeitos.

E como vimos na DC Fandome, todo o elenco parece estar verdadeiramente muito satisfeito com o resultado, tal qual o que ocorreu em Guardiões da Galáxia,  o que denota o excelente trabalho do diretor e sua empatia para com os atores sob seu comando.

Como é bom rever um excelente filme no cinema, e creio que diante do que ví, posso sem sombra de dúvidas classificá-lo como “o melhor filme da DC Comics dos últimos tempos.” A diversão é garantida até para as mais altas expectativas. Recomendo assisti-lo no cinema, de preferência no IMAX, para que sua experiência seja potencializada ao máximo. Você não vai se arrepender. Ah.. em tempo: tem cenas pós-créditos, sim!

 

Classificação:

Dirigido e escrito por James Gunn, o próximo longa não terá conexão alguma como o filme de David Ayer. O novo Esquadrão Suicida é inspirado nas HQs do grupo na década de 80, escritas por Jon Ostrander e Kim Yale.

Com classificação “R” e tempo de execução de 2 horas e 12 minutos, “O Esquadrão Suicida” chegará aos cinemas e ao HBO max, no dia 5 de Agosto. 

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