Quando o Master of Crabs (nosso chefe) me deu a demanda de fazer a crítica de Cowboy Bebop da Netflix, eu meio que torci o nariz por preconceito (no sentido literal da palavra. Conhecimento prévio da obra) já que o anime Cowboy Bebop é uma obra perfeita (26 episódios sem tropeços ou falhas) tanto que o anime não tem segunda temporada. Além do meu “preconceito”, a Netflix anda meio que pisando na bola quanto as suas obras (que o diga os Cavaleiros do Zodíaco) mas missão dada é missão cumprida, lá vou eu me torturar com mais uma obra duvidosa da Netflix.

 

Opa… Não é que me enganei. (ufaaa)

 

A nova adição da dona Netflix não é ruim. Tem os seus tropeços, tem, mais não é ruim. Claramente, podemos ver que o pessoal da produção se esforçou ao máximo para honrar uma obra tão querida pelo público otaku.

Como no anime, a estória nos mostra o dia a dia dos três caçadores de recompensa mais loucos do espaço. Spike Spiegel (John Cho), Jet Black (Mustafa Shakir) e Faye Valentine (Daniella Pineda) caçam bandidos procurados num futuro cyberpunk com muitas aventuras e perigos. E além de tudo, nossos protagonistas ainda tem que lidar com outros tipos de assunto como família, Sindicato, amor e identidade.

Os pontos positivos dessa primeira temporada, com certeza, são todos para o Power Trio protagonista da nave Bebop. John Cho consegue trazer todo a cafajestice de Spike como Mustafa Shakir traz toda a retidão de seu Jet Black. Na primeira parte da trama, Cho e Shakir mostram uma sinergia, um entrosamento sem igual, mas é com a chegada definitiva da Faye de Pineda, trazendo uma pitada de loucura que a mistura tem corpo e alma.

Os dois pontos negativos ficam pela trama em si (pela demora a engrenar) e com o vilão Vicious (Alex Hassel). O ator não consegue trazer a imponência que o Vicious do anime tem. Ele traz um vilão descontrolado, cheio de caras e bocas, mas, só isso. Sem profundidade.

Outra coisa muito boa é o design da série. Novamente digo que a produção se esforçou para trazer um universo cheio de cenários que nos remetem ao anime com muito faroeste, ficção cientifica e investigação policial no melhor estilo noir. As músicas ficam por conta da compositora Yoko Kanno (simplesmente a compositora das músicas do anime). Certas horas você tem a impressão de que as cenas são mais alongadas, só para nós curtimos as músicas sensacionais de Yoko. Curtam um pouquinho da sonoridade de Yoko na abertura abaixo:

O saldo com certeza é positivo. Seria difícil a Netflix trazer a perfeição da obra original, mas o live-action tem muito potencial para crescer com a segunda temporada. Não é que queimei a língua com a senhora Netflix. Espero queimar novamente.

 

Classificação:

Veja também, críticas nossas acerca de produções advindas da Netflix:

A primeira temporada de Cowboy Bebop se encontra disponível no catálogo da Netflix.

By Walmick Martins

Louco por Tokusatsu, principalmente a franquia Kamen Rider. Aficionado pela cultura japonesa em geral. Chefe de Redação do Mundo Oriental / Portal SiriNerd. Almoxarife Técnico da Globo Recife, radialista e técnico em telecomunicações. Ahhhh! Não poderia esquecer da coisa mais importante. Marido de uma esposa maravilhosa e pai de um anjo lindo chamado Gabriel Martins.