Encontrar o amor é, talvez, o maior desafio da vida. Há pessoas, por exemplo, que atravessa toda uma vida, e não é contemplada. Obviamente, que o homem, como ser inteligente, não poderia deixar essa problemática passar despercebido. Criamos mecanismo que justifiquem “encontros” com parceiros mais próximos de nosso gosto. Mas, isso não é certeza que iremos se apaixonar e ver os sinos badalarem como se fosse natal fora de época.

Um Match Surpresa, da Netflix, usa essa premissa em sua mais nova produção. Com um roteiro “raso”, previsível e sem nuances, porém “fofo”, o longa dirigido por Hernán Jiménez García (“Elsewhere”) propõe ao espectador enxergar o ser por detrás do perfil, numa bela aventura romântica de natal.

Apesar de discreta, a trama preenche todos os requisitos de um bom romance: Do par ligeiramente “estranho” – quase que é antagônico -, um complicador em forma de gente – e, sim, as barreiras “bobas” em estar juntos. E funcionam. É preciso deixar bem claro que em algum momento de nossas vidas, esses filmes e/ou séries fazem e ou fizeram parte dela. Afinal, é com um amor de cinema que todos sonham.

A escolha em trazer dentro da narrativa de Um Match Surpresa um embaraço super-atual ao filme é perfeito: App de namoro e as contemporâneas relações amorosas. Isso deixa bem claro o quanto o roteirista está presente nesse século, e que é possível criar situações adversas em meio a um gênero que sempre esteve lá, desde a criação do cinema nos primórdios.

Com bons cortes cinematográficos, trilha e boas atuações – com destaque para Jimmy O. Yang Um Match Surpresa apresenta uma temática simples, os velhos “clichês” do gênero, mas legal em ser acompanhada, principalmente se com alguém. Cumprindo, portanto, com a sua premissa estabelecida.

Classificação:

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O filme Um Match Surpresa encontra-se na Netflix.

By Amauri Alves

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante (...) Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo