O escritor Stephen King e o cineasta Guillermo del Toro são grandes contadores de história. É quase impossível, um amante da cultura pop não ter cruzado com uma obra sequer desses dois nomes, mesmo que não saibam. Por exemplo, o primeiro tem sob as mãos Carrie – A Estranha; IT: A Coisa; A Dança da Morte e outros títulos; já o segundo A Colina Escarlate; O Labirinto do Fauno; A Forma da Água e mais.

Agora, você já imaginou se esses dois gênios se encontrassem numa única obra? Seria algo fantástico. E durante entrevista ao The Kingcast [via CB], foi perguntado a  del Toro qual obra de King ele gostaria de adaptar. Observe a resposta:

Você conhece o romance que eu teria matado para adaptar, e eu sei que há duas versões dele, e ainda acho que talvez em um universo perturbado eu consiga fazê-lo novamente um dia é O Cemitério Maldito. Porque não só tem as melhores linhas finais, mas também me assustou quando eu era jovem. Como pai, agora eu entendo melhor do que jamais entenderia, e isso me assusta. Cem vezes mais.

O primeiro filme veio da diretora Mary Lambert em 1989, que ganhou uma sequência em 1992. Em 2019, os diretores Dennis Widmyer e Kevin Kölsch deram vida ao romance, apresentando algumas diferenças importantes na narrativa conhecida.

A trama traz Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios pela região, conhecem um cemitério no bosque próximo à sua casa. Ali, gerações de crianças enterraram seus animais de estimação. Mas, para além dos pequenos túmulos, há um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras. Um universo dominado por forças estranhas capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível.

Será que em algum momento veremos esse belíssimo crossover?

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E você, há outra obra de Stephen King que você gostaria de ver Guillermo del Toro trabalhar?

By Amauri Alves

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante (...) Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo