Assim como qualidades são facilmente perceptíveis, defeitos pulam à tela quando não são bem administrados. Acima de qualquer coisa, o papel do diretor é de um simples redutor de danos quando sua obra parece sair do seu controle e seu único objetivo é, se tiver sorte, chegar ao fim com alguma coisa aceitável para o público.

Ferida poderia ser um bom filme sobre boxe e superação se não estivesse tão preso na tentativa de emular nomes significativos e que logo surgem na nossa mente quando falamos desse subgênero.

A estreia na direção de Halle Berry possui todos os defeitos que um principiante pode causar em seu debute. E diante deles a experiência de ver um filme sobre o desenvolvimento de personagem acaba se tornando uma aventura maçante em vez de algo que deveria ser inspirador e motivacional.

O que podemos pegar de didático aqui é como uma edição e montagem eficaz é necessário para qualquer filme. Por ter uma duração acima do comum para o cinema convencional de onde o filme foi lançado (Netflix), somos a todo momento confrontados com uma narrativa que por mais que seja expositiva é sempre exaustiva.

Ferida nas mãos de um diretor mais sagaz poderia ser um bom filme a ser indicado e revisitado, mas por estar nas mãos de um diretor estreante se torna uma aula do que não se fazer no cinema. Uma pena, tem boas atuações aqui.

Veja também, críticas nossas advindas da Netflix:

Classificação:

O longa dirigido e estrelado por Halle Berry, Ferida encontra-se no catálogo da streaming.