Bem depois de mais da metade do filme, nos sentindo cansado igual a Sandra Bullock que anda – coitada – o filme todo de um lado pro outro, recebemos uma explosão de atuação que surge literalmente do nada em um momento que já não esperávamos nada de intenso.

Fazer tour de force – principalmente agora na era das celebridades – é uma habilidade que poucos podem dizer que fazem com maestria. Por estarmos constantemente sendo bombardeados com informações de excessos de comportamento alheios, fazer com que nosso interesse seja canalizado para apenas um momento de “recompensa” é de uma coragem que merece ser levada em conta quando tudo acaba valendo a pena.

Não é o caso de Imperdoável. A dinâmica estabelecida na narrativa por mais que datada sempre vai funcionar quando bem feita e desenvolvida. Tanto Bullock quanto os atores cumprem seus papéis e – mesmo que grande parte esteja no automático – o filme e o desenvolvimento de cada um é crível.

O maior problema é com a direção de Nora Fingscheidt que nos guia, quase sempre, por caminhos duvidosos que além de nos deixar enfadados com a excessiva falta de informação nos faz questionar a todo momento se tudo aquilo realmente vale a pena.

Como uma peça que está em constante ensaio e nunca parece saber o que fazer no seu último ato, encontramos Imperdoável que se confia tanto no seu fim que esquece que precisa fazer um filme antes dele.

 

Classificação:

Veja também, críticas nossas advindas da Netflix:

Além de Bullock, o filme Imperdoável é estrelado por Jon Bernthal (“Justiceiro”) e Viola Davis (“O Esquadrão Suicida”. O longa encontra-se na Netflix.