Advindo do universo O Legado de Júpiter, do famoso escrito Mark Millar em parceria com Leinil Yu, Super Crooks explora os poucos vilões apresentados na série live-action da Netflix. E traçando comparações entre ambos os produtos, é impossível não enxergar as suas semelhanças e suas grandes diferenças no quesito qualidade. Enquanto a primeira respirava o glamour do grande investimento do streaming e encontrou o fracasso no caminho – posteriormente cancelada; a segunda, com a simplicidade que o gênero permite, foi mais eficiente, mesmo com irregularidades textuais.

O agora gênero, super-heróis, pode ter atingido o ápice como produto, o que dificulta a inserção de novas editoras nesse multimilionário mercado. A Marvel e a DC praticamente monopolizam as prateleiras e os fãs, pensar fora dessa “caixinha”, é quase impossível. Essa argumentação, foi um dos muitos motivos de O Legado de Júpiter não ter emplacado. E isso também poderia ser argumento para Super Crooks, mas não. Afinal, subverter velhos conceitos pode ser o caminho, vide Deadpool, O Esquadrão Suicida, Guardiões da Galáxia, Invencível e tantos outros.

Bom, mas precisamos falar do anime em si. Super Crooks é uma produção que traz um grupo de vilões protagonizando um grande roubo ao ex-líder da Rede, o Bastardo. Liderados por Jhonny Bolt, a “bizarra” equipe tenta se acomodar, se encaixar, encontrar o seu próprio caminho e vencer tanto heróis quanto outros vilões.

Textualmente, a animação não é homogênea. Possui lá seus altos e baixos: Há episódios interessantes e abaixo do esperado. Portanto, nada de cravar altas notas ao programa da Netflix. No mais, aqui, bem diferente do live-action, os personagens são carismáticos – lógico, uns mais que outros – mas no todo, eles funcionam. Millar eYu tentam criar no público uma pseudo-percepção de profundidade e empatia… E funciona! O anime possui traços legais e bem condizentes com o gênero, mas nada inovador.

Bem dirigido por Motonobu Hori, o anime consegue se aproveitar das falhas do Millarverso, potencializando os bons efeitos, os transformando em algo ligeiramente surpreendente. No entanto, para se deixar bem claro, é impossível crer que Super Crooks consiga salvar todo àquele universo. Como produto isolado, ele alcança seus reais objetivos, como elemento compartilhado, não. Vale também frisar que a proposta da animação também não é inovadora, lembra muito a franquia Onze Homens e um Segredo. Mas enfim… é legal de acompanhar. Resta saber se haverá continuação.

 

Classificação:

Veja também, críticas nossas acerca de produções advindas da Netflix:

A primeira temporada da série animada Super Crooks possui 13 episódios, todos no catálogo da Netflix.

By Amauri Alves

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante (...) Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

One thought on “Super Crooks – 1ª Temporada (2021) | Crítica”

Comments are closed.