Injustice: Gods Among Us/Warner Bros. Animation - Reprodução

Adaptar arcos tão bem desenhados seja nos quadrinhos, livros ou games é um desafio enorme, quase epopeico para qualquer que seja o staff. Além das obrigações legais em criar um produto minimamente bom, é necessário corresponder as expectativas do público perante o título. E nisso, a nova animação da Warner Bros. Animation Group., Injustice: Gods Among Us “farrapa” vertiginosamente, causando até, certo desconforto, entre a marca e os fãs.

Não é segredo para ninguém, os muitos problemas que a DC Entertainment tem enfrentado nos últimos anos. Como consequência, vez por outra, é lançado na imprensa alguma nota referente a possível venda deste ativo pela WarnerMedia a um terceiro. Afinal, o que estão fazendo com um produto tão ligeiramente sólido e aclamado pelo fandom? Por que a DC tem perdido não espaços, mais vultuosos territórios para a Marvel? Após esse pequeno desabafo, e é claro, perguntas criadas para a nossa própria reflexão, quiçá um debate em momento oportuno, vamos sim falar da fraca animação Injustice: Gods Among Us.

Baseada no game de sucesso homônimo, Injustice: Gods Among Us conta a terrível queda do poderoso e humano herói, o Superman ante plano diabólico do lunático Coringa, na Terra – 22. Como saída, não a única, o Homem de Aço assume o posto de “libertador da humanidade”, desrespeitando leis, democracias e nações vigentes, colocando a Liga da Justiça como moderadora de um estado policial – Não será esse um pequeno arquétipo dos atuais dias? – Enfim, pouquíssimos integrantes da Liga se oporão a esse regime fascista e totalitário, dentre eles o “Team Batman” e é justamente daí, que vemos a narrativa é iniciada.

A história é intrigante, depurativa e bastante legal, mas não a do filme que assistimos. A animação da WAG optou em adaptar ideias, conceitos em sua superficialidade e não prezando pelas riquíssimas nuances presentes no arco. Ou seja, Injustice: Gods Among Us encontrou-se vazio, sem forma e sem gosto. E essa falta de sensibilidade e habilidade com o material original tem nome, o do diretor Matt Peters que parece não ter compreendido o que estava fazendo, se importando com o debate, mas deitado sobre uma narrativa frágil e simplificada das coisas. O desenvolvimento dos personagens é duvidoso. Quando sentíamos que algo melhor poderia acontecer, eramos arrastados por algo simplório e sem vida.

E nesse mix “estranho” que foi a animação da WAG, a única coisa boa que se sobressaiu foram os novos traços ilustrativos apresentados em Injustice: Gods Among Us em comparação as outras obras do segmento. Algo próximo dos quadrinhos da DC Comics.

Portanto, é com muito pesar, que classifico a animação Injustice: Gods Among Us como uma das piores da DC Animation nos últimos tempos. Com falta de amarras textuais, roteiro pobre e de baixa complexidade que a história merecia e exigia. O filme é um recorte mal elaborado do que não se deve fazer com um amado título. Isoladamente, é perceptível que faltou tempo na elaboração da história, no fim, ficou aquele gosto ruim e a triste pergunta: – Como foram capazes de fazerem isso conosco?

Classificação:

Veja também, outras críticas nossas:

O longa animado Injustice: Gods Among Us pode ser encontrado na HBO max, nas diversas plataformas digitais no sistema VOD.

By Amauri Alves

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante (...) Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

One thought on “Injustice: Gods Among Us (2021) | Crítica”

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