Antes de falar do mangá em si, preciso informar aos nossos Siris Otakus que só estou fazendo essa crítica nesse momento, pelo motivo de só agora ter conseguido pegar o meu exemplar, que já posso adiantar que está fantástico. Aviso dado, vamos ao mangá.

Kamen Rider Kuuga é o primeiro rider da era passada no Japão, a Heisei, e teve como seu idealizador o grande Shotaro Ishinomori. Foi produzido 49 episódios para uma série de tv feita pela Toei com participação da Ishinomori Productions.

Kuuga teve seu caminho meio que invertido. Geralmente (frisando bem o “geralmente”), as obras em vídeo, só vemos depois da sabatina em mangá mas com Kuuga não. Tivemos a obra televisiva sendo produzida em 99 sendo lançada em 2000 mas o mangá foi concebido em 2014 (não estou contando o mangá Kamen Rider Kuuga: Extra Episode “Trust” pois como o nome sugere, é um especial feito para complementar a série televisiva). Uma coisa que não mencionei foi que Shotaro Ishinomori, apesar de ser o idealizador da história de Kuuga, o mesmo não pode ver sua obra televisiva (e portanto, nem o mangá) pois o lançamento veio depois de seu falecimento.

Quanto ao nosso mangá, ela é distribuída pela Editora JBC (a mesma que traz para nós, o mangá de Ultraman e o Regresso de Jaspion) com ótima qualidade de papel e impressão. A mesma vem em formato “BIG” (dois volumes japoneses com 200 páginas é igual a um volume brasileiro de 400 páginas) e isso conta como um ponto muito positivo porque logo, logo, estaremos perto das edições nipônicas que no momento atual estão na edição 17 e ainda sendo produzidas. A história de Kuuga tá muito longe de acabar. Algumas páginas são coloridas.

Quanto a estória, existe algumas particularidades. Sabemos que Ishinomori gostaria que Kamen Rider tivesse estórias mas levada ao terror com temáticas adultas mas para vender brinquedo, sua versão televisiva não poderia ter tanto “terror”. Quem não viu a série de tv, terá no mangá uma estória bastante densa, com bastante terror e violência (a censura do mangá é de 16 anos). Um prato cheio. Agora, quem viu a série, verá que apesar de tá tudo lá (personagens, lugares e vilões), a obra de tv precisa atingir a todas as idades para poder vender brinquedo e outras coisas do personagem. É o mesmo quando quem leu algum livro de Harry Potter, reclama que o filme tá incompleto. Não estou dizendo que a série é ruim, mas que o mangá traz muito mais detalhes que seriam impossíveis de trazer para a tv. Tanto Toshiki Inoue teve mais liberdade criativa quanto a estória, quanto Hitotsu Yokoshima teve quanto ao traço do desenho. E vamos concordar… que desenho. Kuuga vem em seu formato mais animalesco possível sem esquecer dos vilões da Tribo Grongi que também estão bem mais aterrorizantes do que suas partes televisivas.

O que posso dizer mais… Kuuga é uma obra totalmente indispensável para quem é fã de tokusatsu, fã da franquia Kamen Rider e fã da obra de Shotaro Ishinomori. É uma celebração ter essa obra em nossas mãos, aqui no Brasil. Que venha mais Kuuga, Ichigo, W e muito mais.

 

Classificação: 5 Patas

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By Walmick Martins

Louco por Tokusatsu, principalmente a franquia Kamen Rider. Aficionado pela cultura japonesa em geral. Chefe de Redação do Mundo Oriental / Portal SiriNerd. Almoxarife Técnico da Globo Recife, radialista e técnico em telecomunicações. Ahhhh! Não poderia esquecer da coisa mais importante. Marido de uma esposa maravilhosa e pai de um anjo lindo chamado Gabriel Martins.

2 thoughts on “Mangá Kamen Rider Kuuga – Vol. 01 (2021) | Crítica”

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