Antes de falar do mangá em si, preciso informar novamente, aos nossos Siris Otakus que só estou fazendo essa crítica nesse momento, pelo motivo de só agora ter conseguido pegar os meus exemplares. E que mais uma vez, estão fantásticos. Aviso dado, vamos ao mangá.

No dia 11 deste mês, falamos um pouco sobre as minhas impressões ao mangá de Kamen Rider Kuuga da editora JBC (se não leu, clica aqui!!!!). Se em Kuuga tivemos um vislumbre das estórias de Ishinomori (já que o mesmo já havia falecido), em Kamen Rider, podemos ver tudo desse grande mestre (narrativa, estória, traço do desenho, terror, paixão).

A franquia Kamen Rider (apesar de alguns tropeços) é sinônimo de sucesso nas terras nipônicas. Já aqui no Brasil, basicamente, tivemos Kamen Rider Black e Kamen Rider Black RX, exibidas pela finada Rede Manchete nos anos 90, e ainda tivemos Kamen Rider, O Cavaleiro Dragão (adaptação americana de Kamen Rider Ryuki) exibidas pela Tv Globo e a Cartoon Network entre os anos 2009 e 2010.

Se você é fã de Kamen Rider Black pelo tom mais dark, com certeza vai gostar do mangá do primeiro motoqueiro gafanhoto de Ishinomori. A versão nacional é produzida pela editora NewPOP (lançando o selo Xogum) em formato 15x21cm (este tamanho foi um ótimo ponto positivo da editora já que os traços de Shotaro ficam mais detalhados e evidenciados), com ótima qualidade de papel e impressão.

Já a premissa da estória (que já posso adiantar que é para +18), vemos o rapto do motociclista Takeshi Hongo pela organização maligna Shocker, para ser transformado em um ciborgue totalmente controlado pelos vilões, mas antes de ser sofrer lavagem cerebral, é auxiliado por um antigo professor e amigo de universidade em sua fuga. Com as habilidades de um gafanhoto, ele jura usar toda a sua força e fortuna para a destruição da Shocker.

Ishinomori trouxe muito terror a sua obra mais também usou o herói para debatermos assuntos do cotidiano como política, o poder de grandes corporações, ecologia e até, críticas ao governo japonês de sua época. Até agora, esses assuntos são muito atuais e com “belos exemplos” nos dias de hoje. E falando em “belos exemplos”, a terceira edição nacional entrou numa polêmica sem ter nada a haver. Em uma parte da estória que tem críticas ao governo japonês, seguidores do presidente brasileiro, viram uma cutucada ao governo federal. Literalmente, “chifre em cabeça de cavalo”, mas tudo foi esclarecido para que “fake News” não começassem a circular com informações infundadas.

Em outra parte da estória, temos a entrada de Hayato Ichimonji como o Kamen Rider 2. Apesar dos dois riders terem as mesmas motivações para enfrentara a Shocker, Ichimonji é um personagem mais leve (entre aspas é claro) se comparado a Hongo ajudando o leitor a identificar os dois heróis, Ichigo e Nigo.

Conclusão… Kamen Rider é uma leitura obrigatória (como o mangá de Kuuga) para fãs de Ishinomori (como eu). Leitura maravilhosamente atemporal.

 

Classificação:5 Patas

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By Walmick Martins

Louco por Tokusatsu, principalmente a franquia Kamen Rider. Aficionado pela cultura japonesa em geral. Chefe de Redação do Mundo Oriental / Portal SiriNerd. Almoxarife Técnico da Globo Recife, radialista e técnico em telecomunicações. Ahhhh! Não poderia esquecer da coisa mais importante. Marido de uma esposa maravilhosa e pai de um anjo lindo chamado Gabriel Martins.