Moonfall - Ameaça Lunar/Diamond Filmes - Reprodução

Explorar as múltiplas teorias da conspiração faz parte do cinema e é aqui que o improvável, o absurdo pode e deve ganhar espaço, afinal tratamos de arte. Como efeito colateral, esses Sci-fi contemporâneos terminam por emoldurar o imaginário popular questionando verdades quase que axiomáticas antes e, friso, isso não é um problema é também cinema.

Moonfall – Ameaça Lunar, da Diamond Films, é um ótimo exemplo para esse discurso. E a única pergunta que pode ser considerada aqui, é: Vai flopar ou cair no gosto popular? A resposta é simples: Não há como prever, não é tão simples prever a reação do público, do espectador, principalmente em meio a uma pandemia. No entanto, posso avaliar o quanto há um esforço enorme em tornar esse longa numa nova franquia de sucesso. Para isso, precisamos compreender que fazer esse tipo de cinema não fácil. Não há meio termos. Ou você consegue ir bem ou mal.

A aposta de Moonfall foi trazer alguém experiente, o entusiasta Roland Emmerich (“Independece Day”; “2012”; “Dia Depois de Amanhã”). Como bom visionário que é, ele conhece “os atalhos do campo” e soube explorar bem as características positivas do segmento – da história, trilha sonora, efeitos visuais a escolha do elenco -. Em contrapartida, o próprio Emmerich repetiu os erros – de maneira mais branda – dos projetos anteriores.

O longa distribuído pela Diamond Films no Brasil imprime uma dinâmica evolutiva interessante, as informações são lançadas de maneira clara e propositiva, como se fizéssemos parte do culto, da crença que a Lua não passa de uma Megaestrutura feita por raças alienígenas superiores. No entanto, Moonfall traz consigo a ausência ou a dificuldade de propor momentos de reflexão e respiro, o que é bem comum do gênero. E como material desse segmento, observa-se também uma boa qualidade para os quesitos técnicos do filme – o que o torna acima da média.

O destaque para atuação fica com o camaleão Patrick Wilson – ele sabe como se comportar frente as produções “toscas” e “gigantes”, sempre com sensatez e versatilidade que lhe é peculiar – e John Bradley-West (“Game of Thrones”). Noutra ponta, temos a conhecida Halle Berry, que claramente sentiu-se desconfortável, perdida com o papel. Os demais integrantes parecem ter entendido do que tratava o filme e não comprometeram, aceitaram a cafonice.

Produções como essa são apelativas, deixam o imponderável para trás, portanto, devemos aceitar que as leis da física não se aplicam aqui e abraçar a diversão de Moonfall. O longa atende as premissas pré-estabelecidas ao segmento, sem destoar do seu real objetivo, que não é nenhuma cadeira do Oscar 2022, mas o entretenimento. E o diretor Emmerich parece ter compreendido bem isso, quando comparativamente analisamos as suas últimas “obras”. A história possui sim seus erros e furos, mas, de maneira geral, ela foi bem contada, portanto, não tenho receio em afirmar que Moonfall – Ameaça Lunar vale a pena acompanhar.

Classificação:

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O filme Moonfall – Ameaça Lunar, da Diamond Films, estreia hoje (03), exclusivamente, nos cinemas.

By Amauri Alves

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante (...) Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

3 thoughts on “Moonfall – Ameaça Lunar (2022) | Crítica”

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