O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface/Netflix - Reprodução

Na escassez de boas produções de terror, Hollywood busca socorro em sucessos anteriores, com a desculpa de “atualizar” ou “apresentar para uma nova geração”.

Em alguns casos, como em Pânico e Halloween, a premissa funciona e gera fôlego para novas empreitadas das franquias. Logo, era questão de tempo até os gênios apontarem sua mira para uma nova película da série “O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA ” de Tobe Hooper, que em 1974 apavorou o público e apresentou um filme que entraria para a coleção dos slashers amados pelos fãs. Seguido por uma série de filmes sofríveis, em 2003 a franquia ganhou um remake que é considerado por muitos até melhor do que o original, ao contrário do remake de Halloween dirigido por Rob Zombie, massacrado por público e critica.

E é exatamente da saga de Michael Meyers que essa produção da Netflix, O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface bebe da fonte. No mais puro e descarado “copia mas faz diferente “, vemos uma sequência direta do filme de 1974, com direito ao retorno da final girl original, Sally Hardesty vivida no original pela atriz Marilyn Burns, que ficou conhecida como a rainha do grito pela atuação em O Massacre. A atriz, falecida em 2014, foi substituída por Olwen Fouéré.

Até aí, tudo bem. Pois a originalidade nunca foi o forte em Hollywood. Quando temos um produto que honra o filme original e busca inovar, a aceitação vem naturalmente.  O que acontece com esse filme é que o roteiro escrito por Chris Thomas Devlin, Fede Álvarez (“Homem nas Trevas”) e Rodo Sayagues (do, “olhem só”,  remake de “A Morte do Demônio”) entrega personagens rasos e zero carisma,  jogados em tela de maneira rápida e sem cuidado. Até ensaia-se um aprofundamento na história de Lila, vítima de um tiroteio em uma escola e tendo que ir ao Texas, reduto dos defensores do armamento, mas fica só no ensaio mesmo.

Não sentimos medo nem preocupação como os protagonistas, o que é essencial para a imersão no enredo. Temos sim ótimas cenas de Cinema GORE e é só isso. O diretor David Blue Garcia tem estilo e faz um trabalho decente. A fotografia também é muito boa, emulando a atmosfera do filme de 74. O que falta mesmo é história.  As mortes vão acontecendo e ficamos só esperando que todos morram logo.

E quando a final-girl aparece, é frustrante.

O filme quer tratar de identidade, retorno ao passado, de achar nosso lugar no mundo e fracassa. Algumas cenas funcionam bem, como a da festa no ônibus, já vista no trailer, onde um grupo de influencers olha para o Leatherface com serra em punho e o ameaça com cancelamento nas redes. Preste atenção na referência a O Iluminado nessa mesma cena!

O filme da Netflix O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface tem muito potencial, mas em seu curto tempo de duração, 84 minutos, só deixou um sentimento de frustração. Em tempo: O longa tem uma cena pós-créditos que indica que teremos uma continuação.

 

Classificação:

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O terror O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface, dirigido por David Blue Garcia, encontra-se exclusivamente na Netflix.

5 thoughts on “O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface (2022) | Crítica”
  1. Disse exatamente o que achei sobre o filme. Essa sede de ressuscitar os clássicos é incansável mas raramente traz bons resultados.

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