Uncharted - Fora do Mapa/PlayStation Productions/Sony Pictures - Reprodução

Via de regra, as adaptações de games para o cinema são problemáticas. Poucas são as produções que respeitam o material original e criam, ou ao menos tentam criar, um universo condizente com aquele que o “gamer” ama e Uncharted – Fora do Mapa foge a essa regra, tornando-se uma surpresa agradável dentro desse “hall” de filmes. O longa da Sony Pictures e dirigido por Ruben Fleischer (“Venom”) encara o desafio de trazer a existência um dos jogos mais amados do PlayStation com muita expertise e inteligência. Reconhecendo o sentimento aventureiro, os pontos altos e baixos do título e sem vergonha alguma para vivenciar a premissa nele presente.

Na trama, Nathan Drake (Tom Holland) é “convidado” a se juntar a uma jornada épica a procura do “Ouro de Magalhães” pelo canastrão Victor “Sully” Sullivan (Mark Wahlberg). A missão não será nada fácil, a dupla terá que transpor o ricaço Moncada (Antonio Banderas) e sua trupe.

Obviamente que o enredo não é uma adaptação perfeita da série de livros escritos por Christopher Golden, ou dos games feitos para a Sony. No entanto, Uncharted explora bem o universo, habilitando-se no que lhe plausível e significativo para o fã da franquia. Nesse sentido, podemos avaliar que o filme cumpre bem a sua missão. Quem é amante dos games, não sairá insatisfeito com a adaptação. Porém, como produto de cinema, Uncharted – Fora do Mapa tem lá seus problemas.

O filme da PlayStation Productions falha em alguns pontos de seu roteiro, cortes/edição e sim, em quesitos técnicos – esses últimos não tão relevantes assim. Transmitir uma jornada aventuresca sem um verdadeiro desafio, um antagonista de “responsa” ou se livrar dele num piscar dos olhos, é quase que um suicídio intelectual. O longa não soube lidar justamente com isso, o personagem de Banderas era ligeiramente interessante, no entanto, a escolha do enredo por um plot, e não por ele foi quase um erro fatal da trama. Podemos dizer que comprometeu sim, o interesse pelo filme.

Além disso, para caber dentro das 2h de exibição – o que comercialmente é ideal – Uncharted – Fora do Mapa não teve uma preocupação satisfatória com a transição dos cortes. Para se concluir os erros do longa, é necessário dizer que nem sempre o CGI funcionou, principalmente quando partimos para o designer de produção/locações.

Apesar de ter lhes mostrado os problemas Uncharted, confesso que gosto do filme. Pra mim ele funciona como produto de entretenimento, como cinema pipoca. Não o vejo muito longe das outras obras do tipo. O comparo, resguardando as devidas proporções, a outras franquias do gênero, como: A Lenda do Tesouro Perdido, Indiana Jones e outros. Mas por que te falo isso, caro leitor, o carisma de Holland em tela, aproxima-se de Harrison Ford e do nada multifacetado, Nicholas Cage. Holland segue o crescimento em telas, visto já Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa. E claro, Wahlberg caiu bem, auxiliou bem esse crescimento no filme.

Uncharted – Fora do Mapa foi bem, respondeu as expectativas, as suas premissas. Para quem busca a arte aqui, vai se decepcionar, a proposta não é essa: É diversão. Frenético, voluntarioso e com um história bem legal, o filme da Sony Pictures é bem entregue ao espectador, ao fã do game. Ruben Fleischer mostrou que os graves problemas de Venom, não se repetiram aqui. Ele foi ligeiramente melhor que no exemplo anterior, criou um universo interessante e claro, com os ganchos certos, pode e merece retornar.

 

Classificação:

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O longa da Sony Pictures, Uncharted – Fora do Mapa estreia amanhã (17), exclusivamente nos cinemas.

By Amauri Alves

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante (...) Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

4 thoughts on “Uncharted – Fora do Mapa (2022) | Crítica”

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