Lightyear/Pixar - Reprodução

Vamos para o contexto: A Disney assinou um acordo junto ao Governo da Flórida (EUA) de título “Don’t Say Gay” para a não produção de obras com o conteúdo LGBTQIA+, no entanto, as subsidiárias da empresa – Marvel, Lucasfilm, Pixar -, não gostaram dessa decisão e partiram para o ataque criando movimentos contrários a essa aberração jurídica e sim, existencial.

Uma das obras que poderia sofrer tal “censura” é Lightyear. O longa animado da Pixar Animation apresentaria uma relação entre duas mulheres no filme – uma delas personagem importante para a trama -. Observe a carta empreendida pelo estúdio [via WGTC]:

“Nós da Pixar testemunhamos pessoalmente belas histórias, cheias de diversos personagens, mas tosadas pela Disney – reduzidas a migalhas -. Quase todos os momentos de afeto abertamente gay são cortados por ordem da Disney, independentemente de quando há protestos tanto das equipes criativas quanto da liderança executiva da Pixar. Mesmo que criar conteúdo LGBTQIA+ fosse a resposta para consertar a legislação discriminatória no mundo, estamos sendo impedidos de criá-lo. Além do “conteúdo inspirador” que nem temos permissão para criar, exigimos ação.”

Houve um punhado de vezes que a Pixar conseguiu colocar pequenas referências de seus personagens LGBTQIA+ nos filmes, como por exemplo, quando duas mães dão um abraço de despedida em seu filho no jardim de infância em Toy Story 4 (2019) ou quando Procurando Dory (2016) apresenta um piscar e você ‘ll-miss-it shot’ do que parece ser um casal de lésbicas. Da mesma forma, uma policial caolha interpretada por Lena Waithe, que aparece em Dois Irmãos (2020).

Segundo a Variety, a cena tinha originalmente sido vetada pela Disney, que é proprietária do estúdio de animação, mas eventos das últimas semanas fizeram os executivos reverterem a decisão.

Na trama, Lightyear, da Disney/Pixar, nos dá a história de origem do homem por trás do Space Ranger, não o brinquedo, e por que ele é um herói tão amado, Buzz (Chris Evans).

Veja também:

Sob o comando de Angus MacLane (“Burn – E”), Lightyear chegará exclusivamente nos cinemas, em 16 de junho.

By Amauri Alves

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante (...) Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

One thought on “Em meio a imbróglio, Disney recua e Lightyear deve ter beijo gay”

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