Amor, Sublime Amor/20th Century Studios - Reprodução

Existe uma guerra fria entre os diretores da Nova Hollywood onde eles buscam o título de verdadeiros herdeiros do cinema clássico americano. De um lado temos Martin Scorsese que talvez seja o terceiro maior cinéfilo que virou cineasta (os dois primeiros com certeza são Godard e Truffaut) e do outro temos Steven Spielberg, ou como eu gosto de chamar: O cineasta que virou empresário.

Spielberg conseguiu se tornar maior que seus filmes, e quando ele surge com um remake do clássico Amor, Sublime Amor é inevitável não colocar uma lupa em tudo e tentar achar ovo em casca de ovo.

Estamos vivendo a era do imediatismo cinematográfico, e é muita coragem de um diretor como Spielberg de levar para a tela um musical que abraça todos os exageros possíveis desse gênero sem se preocupar em criar uma remodelagem moderna. Ou na verdade isso são os louros de uma carreira que foi tão bem estabelecida nos aspectos artísticos e financeiros?

É realmente um tipo de cinema que parece extinto. Um espetáculo visual de outrora, que parece tão envelhecido e intocável que destoa da realidade que ele foi concebido. O mais belo nem é a história anacrônica que encanta e tem fácil identificação, e sim a força de vontade de fazer um filme que se sabe que não será apreciado como deveria ser.

E nem cabe falar das atuações porque todos são marionetes de uma direção que está mais interessado na ação dos corpos que nos sentimentos que eles podem proporcionar entre eles.

Assistindo Amor, Sublime Amor lembrei do testamento de David Lean para o cinema. Vi A Filha de Ryan no cinema e quando a sessão acabou virei para minha amiga e disse que filmes como este nunca seriam feitos nos tempos de hoje. Mas eu estava enganado, Spielberg fez um filme exagero por puro prazer, e o cineasta empresário ganhou bastantes pontos comigo.

 

Classificação:

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O longa da 20th Century Studios, Amor, Sublime Amor passou pelos cinemas, foi indicado ao Oscar 2022 e agora se faz presente no catálogo da Disney+.

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