O Turista/HBO max - Reprodução

Uma das profissões mais antigas no mundo é do pescador. Além de enfrentar os intemperes do clima e dos vários fenômenos da natureza, conhecer um pouco a maré, ele precisa sempre está consciente em trazer o alimento para casa. Nas pouquíssimas, quase raras pescarias, alguém volta rico do mar. Um desses pescadores acham numa ostra, uma pérola bruta, avaliada num valor relativamente alto. É claro que tem especialistas nessa captura, mas nem todos obtém sucesso. Tá! Mas o que tem essa pequena história com a indústria cinematográfica? Irei explicar, prometo.

Para se manter atual e repleto de novidades, garantindo o alimento diário, os streaming’s tem fabricado produções de todos os tipos. Boa parte não é de qualidade, mas trazem o “pão” pra casa. No entanto, há aquelas pérolas brutas que, de fato, arregimentam público e arrancam aplausos da crítica. A frenética série da HBO max, O Turista chega com essa qualidade sui generis ao streaming. Com uma sensatez textual de “tirar o chapéu”, deixando você e o protagonista vivido por Jamie Dornan (“50 Tons de Cinza”) perdidos na “medida certa”, envoltos numa fotografia e cenários incríveis, a minissérie busca sentido em tudo o que faz, e acha com serenidade todos argumentos criados.

O programa criado por Chris Sweeney e Daniel Nettheim e com roteiros dos irmãos Harry Williams e Jack Williams não busca simpatia, mas o desejo de contar a história, e isso deveria ser a primazia do cinema. A história da série é muito simples. De frente, seremos transportados para uma perseguição do tipo “Mad Max” entre um carro comum e um caminhão gigante que desembocará num acidente, deixando o protagonista sem memória. E claro, junto com Dornan tentaremos lembrar sobre a sua vida pregressa. O que ele irá encontrar?

Observando por esse prisma, a trama não é tão original, temos milhares de produções semelhantes, mas a forma de contá-la, as surpresas pelo caminho, o desenvolvimento dos personagens e claro, as alegorias filosóficas e contemporâneas nelas são encantadoras. O Turista também preenche os requisitos técnicos solicitados, desde a fotografia quase perfeita, mesclado ao som, mixagem e trilha “soberbos”. Além disso, contamos também com as ótimas atuações de Danielle Macdonald e Damon Herriman, nos papéis dos policiais Helen Chambers e Lachlan Rogers respectivamente, dão o equilíbrio perfeito a brilhantismo de Dornan.

O Turista pode até passar por desapercebido no catálogo oficial da Warner Bros., mas vale o esforço. Com ótimos seis e coesos episódios, o programa funciona em todos os sentidos. Isso demonstra que um história bem contada tem “peso de ouro”. Obviamente que não estamos diante de uma obra perfeita, a minissérie tem lá seus problemas, mas no todo vai muito bem, portanto acho que merece e muito o nosso respeito.

Classificação: 5 Patas

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Com seis episódios, a minissérie encontra-se na plataforma de streaming, HBO max.

By Amauri Alves

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante (...) Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo