Os Caras Malvados/Universal Pictures - Reprodução

Não existe um modelo ideal, único até, para se contar uma história, mas existem regras. Afinal o processo de transmitir informações diz muito sobre a relação humana e sua existência na Terra. Em posse disso, os cineastas usam e abusam da chamada “liberdade criativa” para contar as suas histórias, mas esquecem das regras. O filme da DreamWorks, Os Caras Malvados é uma demonstração clara da estranha escolha narrativa de nossa realidade, feita por Pierre Perifel.

Baseado na série de livros publicados no The New York Times pelo escritor australiano Aaron Beabley, Os Caras Malvados conta a história de uma equipe desajustada de animais inclinados ao crime que após uma ação frustrada se veem “empurrados” a tornarem-se cidadãos modelos.

O filme da Universal Pictures explora bem o universo por ali criado sendo quase que fiel a obra, some isso a ótima tecnicidade ilustrativa – É impossível não traçar paralelos com Homem-Aranha no Aranhaverso – e trilha sonora. No entanto, a história contada não convence. Há certo retardo depurativo para o espectador comum ser convidado a leitura. O diretor Pierre Perifel não se adequou ao modelos preexistentes, nem criou um que fosse pertinente. Logo, o filme não decola, caindo em um marasmo vertiginosa.

E se você perde o principal alicerce, os outros problemas tornam-se ainda maiores do que o usual.

Como entretenimento, Os Caras Malvados também não convence. Digamos que a Pixar Animation subiu muito o sarrafo das animações, o que é quase inevitável não traçar comparações com outras produções do gênero. Volto a repetir, o filme é muito bem feito nos vários quesitos técnicos, mas a história, o roteiro em si, possui lá as suas mazelas.

Com uma dublagem nacional muito legal, ações positivas no quesito técnico, mas apresentando erros grosseiros no campo semântico, Os Caras Malvados estreia nos cinemas com possibilidade de não engajar, como desejado. A conta é fácil: Os erros demonstrados são vitais ao processo, portanto não esperem sucesso.

 

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Os Caras Malvados, animação baseada na série de livros Scholastic, de Aaron Blabey, que já vendeu milhões de cópias no mundo, estreia nos cinemas brasileiros em 17 de março.

By Amauri Alves

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante (...) Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

One thought on “Os Caras Malvados (2022) | Crítica”

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