Belchior - Apenas Um Coração Selvagem - Reprodução

Fazer um filme sobre uma figura como é Belchior requer um pouco de coragem e um tanto de criatividade. A sua vida (quanto tua arte) possuem uma complexidade enorme que faz com que qualquer roteiro seja visto como pequeno ou simplório.

A escolha de fazer Belchior ter voz na sua própria história é acertada, correta e coerente tendo em vista que qualquer narrativa de terceiros soaria um tanto que petulante e não teria a força que possui quando o dono de sua jornada que a destrincha sem pudores aparentes.

Tentar ser superior ao que foi a obra do cearense é um papel infeliz de se almejar. Os diretores desse documentário sabem muito bem disso, e em vez de tentar ser superior, eles abrem espaço para que a música do próprio tenha seu espaço – seja com ele cantando elas na integra ou com interpretes e recitações completas de suas letras.

Se for procurar um defeito desse documentário é como tudo é tão linear e mosaico e que faz o filme ser visto mais como um programa de tv que uma obra que tenha vida própria.

Mas é como é visto na cena mais emocionante do filme: Belchior sendo considerado pela mídia no declínio da sua carreira, mas se deliciando em cantar para uma plateia humilde que, assim como o cantor, está em êxtase pelo momento que estão vivendo ali.

Belchior é isso: O simples ato de (sobre)viver.

 

Você faz falta.

Veja também:

Dirigido por Camilo Cavalcanti e Natália Dias, a biografia estreia na amostra 27ª Festival Internacional de Documentos É Tudo Verdade.

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