Escolha ou Morra/Netflix - Reprodução

O problema da repetição está na única e exclusiva sensação de tédio. Podemos estar diante da maior e mais eloquente obra de arte, porém, se ela for fruto de algo repetitivo, o enfado é inevitável. “Escolha ou Morra” é justamente um fruto desse tipo de cinema que espreme até a última gota da nostalgia oitentista e que veio com tudo nos últimos anos.

Até que o filme da Netflix tenta ir por um caminho diferente, se utilizando de uma realidade distópica que vive às margens de um passado de glórias que são constantemente endeusadas. O que poderia ser um antítese para a excessiva nostalgia oitentista que está infectando o entretenimento atual, mas acabou se tornando mais um do mesmo: Enjoativo e que atira tanto para uma veia dramática intensa mas que acaba entregando nada do que prometeu.

Até existem lapsos de criatividade quando percebemos que “Escolha ou Morra” se utiliza de todas as características de um economia narrativa dos jogos da era 8 bits para se tornar um verdadeiro emulador dos games, mas é tudo tão raso e tão desconexo em vários momentos que parece mais que estamos diante de um protótipo de um jogo.

As atuações entregam um pouco de dramaticidade quando é preciso, mas o filme está tão focado em seguir o método que estabeleceu que vai atropelando tudo que está em seu caminho e quando chegamos no fim nada é satisfatório ou parece fazer sentido. Na real? Um jogo de tabuleiro é mais interessante e envolvente que o longa da Netflix.

Passe longe ou Game Over!

 

Classificação:

Leia também, algumas críticas nossas:

Sob o comando de Toby Meakins e estrelado por Asa Butterfield e Iola Evans, “Escolha ou Morra” encontra-se no catálogo da Netflix.

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