Antes de falar do mangá em si, preciso informar novamente, aos nossos Siris Otakus que só estou fazendo essa crítica nesse momento, pelo motivo de só agora ter conseguido pegar os meus exemplares. E que mais uma vez, estão fantásticos (estou sendo bem repetitivo nessa parte, rsrsrsr). Aviso dado, vamos ao mangá.

Quando peguei os meus exemplares de Kamen Rider Black não sabia o que esperar. Não que eu duvidasse da obra, não é isso mas para uma pessoa que assistiu a série lá na saudosa Tv Manchete, realmente fiquei pensativo como seria a estória do mais cultuado Rider do nosso Brasil.

Como eu disse na minha crítica do mangá de Kamen Rider, a franquia é sinônimo de sucesso nas terras nipônicas mas no Brasil, basicamente, Kamen Rider Black (ou Black Kamen Rider para os íntimos) e Kamen Rider Black RX, tem um grande número de fãs e por contada da produtora Sato Company, você ainda consegue assistir a série na Amazon Prime Vídeo e Pluto Tv.

A versão nacional é produzida pela editora NewPOP (selo Xogum) no mesmo formato 15x21cm (este tamanho foi um ótimo ponto positivo da editora já que os traços de Shotaro ficam mais detalhados e evidenciados) do mangá anterior (Kamen Rider), em três edições (no original foram 06 edições) com ótima qualidade de papel e impressão. Houve relatos de que as primeiras edições de pré-venda vieram com páginas repetidas ou fora de ordem mas que a NewPOP se dispôs a recolher essa tiragem e troca-las. As minhas edições vieram perfeitas.

 

Agora… quanto a estória…

 

Juro que tive que assistir, novamente, alguns episódios da série para fazer uma comparação em termos de narrativa e de personagens. Como no mangá de Kamen Rider, Black é para o público adulto e digo ainda que é mais pesado que o anterior mas mesmo assim, ainda sobra espaço para momentos de comédia com a dupla de jornalistas americanos Sam e Kate. O início da estória é a mesma da série só que em local diferente (a série se passa toda no Japão, já o mangá em vários locais pelo mundo) mostrando o nosso protagonista Kotaro Minami (Issamu na versão brasileira da série), sem memória e fugindo dos inimigos da vez, a seita Gorgom. Temos o incremento de vários personagens que não tem na série mas temos também personagens que são a base da estória como o irmão Nobuhiko Akizuki (Shadow Moon), a irmã Kyoko Akizuki e o pai, Soichiro Akizuki, que no passado, entregou os irmãos para serem transformados nos Imperadores Seculares da seita Gorgom.

Novamente, Ishinomori trouxe muito terror a sua obra mais, diferente do mangá de Kamen Rider que trouxe muita discursão sobre assuntos do cotidiano como política, o poder de grandes corporações, ecologia e críticas ao governo japonês de sua época, agora temos a chance de discutimos assuntos mais ligados a família, a bondade, o fazer o “certo” e a “sua parte” e o amor (e por que não?). Na leitura, você poderá ver que esses assuntos estão muito mais perto de nós do que pensa.

Sem dar spoiler, o volume 03 é toda dedicada a luta entre Black (Kotaro) e Shadow Moon (Nobuhiko) e com um final que me deixou totalmente desconcertado. Muito diferente do que vimos na série, já que houve uma continuação direta com Kamen Rider Black RX.

Conclusão… Novamente (é chover no molhado), Kamen Rider Black é leitura obrigatória (como o mangá de Kamen Rider e Kuuga) para fãs de Ishinomori (como eu). Leitura maravilhosamente atemporal com tudo o que tem direito (arte e estória de Ishinomori e todas as discursões que ele propõe).

 

Classificação:5 Patas

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By Walmick Martins

Louco por Tokusatsu, principalmente a franquia Kamen Rider. Aficionado pela cultura japonesa em geral. Chefe de Redação do Mundo Oriental / Portal SiriNerd. Almoxarife Técnico da Globo Recife, radialista e técnico em telecomunicações. Ahhhh! Não poderia esquecer da coisa mais importante. Marido de uma esposa maravilhosa e pai de um anjo lindo chamado Gabriel Martins.

One thought on “Mangá Kamen Rider Black – Vol. 01, 02 e 03 (2022) | Crítica”

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