Quem diria que de lá, nos longínquos anos de 2019, a Netflix faria uma série anime do guerreiro da luz da nebulosa M-78, Ultraman. Pensaria até que só seria mais uma série que poderia ter somente uma temporada (por qualquer motivo). Mas foi com grande surpresa que a grande “N” faria um trabalho muito bom, tanto que nem eu, que não sou fã de animação em CGI, adorei a primeira temporada. Em um arco fechado contendo 13 episódios, a primeira temporada nos mostra a ascensão do filho de Shin Hayata (o Ultraman original), Shinjiro Hayata, assumindo o manto do salvador da Terra, o novo Ultraman. E no caminho dessa ascensão, Shinjiro ainda teve a ajuda de Dan Moroboshi (Ultraman Seven), Jack (Ultraman Jack), Seiji Hokuto (Ultraman Ace) e de certo ponto de vista, Bemlar!!!

Explanei um pouco sobre a primeira temporada para poder informar a você meu caro leitor, que a Netflix melhorou e muito, tudo o que se refere a Ultraman nessa segunda temporada com cerca de seis episódios, você já pode conferir no streaming. Agora, vamos aos pontos onde a série cresceu.

Na qualidade do CGI, vemos uma melhora bem significativa na produção. Na primeira temporada, apesar de serem bons, os traços ficavam com excesso de demarcações deixando, em algumas cenas, um ar de transições imperfeitas e sem fluidez. Já na segunda temporada, podemos ver que a fluidez dos movimentos ficaram mais polidos. Não sou um expert em design gráfico mas como expectador, consigo perceber essa “fluidez” bem mais caprichada. As explosões ficaram mais realistas e a iluminação do fogo (pegando de exemplo já que temos muitas cenas com fogo por causa de Ultraman Taro) também com capricho em sua luminescência.

Quanto ao áudio, sem comentários, tudo bom e as falas dos personagens (tanto no original japonês e na dublagem brasileira) com ótima entonação trazendo carga dramática a trama.

Quanto a estória, os seis episódios contam um arco fechado com a ascensão de Ultraman Taro e a visita de outro inimigo alienígena. Tivemos o incremento de outros Ultras como o próprio Jack finalmente usando a armadura, Ultraman Taro e seu alto ego, Kotaro Higashi (podemos ver também o porque do Kotaro usar o nome Taro) e também o surgimento de Ultraman Zoffy e seu alter ego (vou deixar essa para vocês assistirem). Comparando com a primeira temporada, o senso de urgência dessa nova temporada é maior e mais grandioso apesar de achar que em alguns momentos, os roteiristas aceleraram o arco para caber nesses seis episódios. O inimigo da vez, Alien Pendant, poderia ser bem mais utilizado já que graficamente, ele é poderoso, visualmente com estilo e caráter altamente maquiavélico.

A estória também, guarda alguns easter-eggs para os fãs mais atentos como na hora em que Dan encontra Jack e KotaroDan pergunta ao Jack quem é Kotaro e o mesmo diz que ele é um Ultraman de passagem (referência ao bordão de Tsukasa Kadoya, o Kamen Rider Decade).

Conclusão… Gostei muito do que vi. Me empolgou muito tanto que assisti aos seis episódios numa tacada só e queria mais. A expectativa cresceu muito para a continuação da saga principalmente porque o vilão (segundo palavras dele) conseguiu iniciar sua missão na Terra. E deixando como um adendo… vi que alguns não gostaram da obra porque não se parece com o mangá de mesmo nome. A minha crítica é em cima do que eu vi e senti na animação da Netflix. O manga (que não li) pode ser melhor? Pode!!!! Mas para mim, não tira o mérito da animação. Agora… o que será que está por vi??? Temos que esperar.

 

Classificação:

Leia também, outras críticas nossas:

A temporada 01 e a primeira parte da temporada 02 de ULTRAMAN está disponível na Netflix.

By Walmick Martins

Louco por Tokusatsu, principalmente a franquia Kamen Rider. Aficionado pela cultura japonesa em geral. Chefe de Redação do Mundo Oriental / Portal SiriNerd. Almoxarife Técnico da Globo Recife, radialista e técnico em telecomunicações. Ahhhh! Não poderia esquecer da coisa mais importante. Marido de uma esposa maravilhosa e pai de um anjo lindo chamado Gabriel Martins.

3 thoughts on “ULTRAMAN Netflix – 2ª Temporada (2022) | Crítica”

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