Desde que li sobre a produção de uma série inspirada nos jogos de console e PC que inicialmente esteve nas mãos da competente empresa Bungie (Destiny) e depois assumido pela 343 Industries eu fui um dos mais empolgados no meu círculo de amigos, mesmo com as recentes e desastrosas adaptações de games em filmes e séries.

O que posso dizer agora é que eu estava certo em ter expectativas altas em torno dessa série, afinal ela tinha na sua produção uma das mentes mais apuradas em criar mundos de ficção científica por trás de tudo. Estou falando e Steven Spielberg, mesmo depois de ter deixado a direção e ter se tornado apenas um produtor executivo, algo que Kevin Feige faz muito bem nas adaptações Marvel para cinema e streaming.

Halo é completo no que podemos dizer em emoção, profundidade e principalmente em mitologia. A “Grande Jornada” defendida e motivo de viver do Covenant está lá,  apesar dos mistérios por trás que fazer as pessoas sempre se perguntarem o que ela exatamente significa. Esconder o verdadeiro poder dos artefactos que se tornaram o centro de toda primeira temporada, assim como os dois únicos capazes de ativa-las, vemos Master Chief descobrindo sua humanidade enquanto as tramas de sua criação se tornam visíveis a todos os que estão acompanhando os 9 capítulos que não estão com pressa de contar tudo, uma característica que acaba deixando muitas séries fadadas ao fracasso.

Mas claro que nem tudo são flores nessa adaptação. Muitos personagens originais ficaram tão esquecidos na trama que me fez perguntar o porque deles terem sidos inseridos na série, falo do pirata Soren (Amigo de Chief e figitivo da UNSC), responsável por trazer um pouco da curiosidade de Jhon sobre como seria sua vida sem o controle imputado pela doutora House. Além dele a jovem Khuan-ha, filha de um revolucionário e primeiro contato do Spartan 117 com o seu lado humano, eles simplesmente não parecem ter motivos para existir. E para justificar os produtores acabaram por criar um único episódio dedicado a eles, o pior da série ao meu ver.

Só que o conjunto da obra é simplesmente incrível! O último episódio trazendo uma carga dramática pesada, mostrando o pior lado dos humanos e também seu poder de comprometimento com a sobrevivência, abandonando tudo que precisa para alcançar o sucesso e salvar todos que puder. Para aqueles que  odiaram o fato do Chief ter ganhado um rosto na série agora vocês não podem reclamar, afinal o final ele mostrou porque é considerado um demônio pelo Covenant.

 

Classificação: 4 Patas

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E para os curiosos, “HALO: A Série” pode ser encontrado na plataforma de digital, Paramount+.

By Mácio Lima

Vivendo em meu próprio isekai, estou constantemente buscando coisas novas para ler. Fã de Mangás clássicos como Bleach e Fairy Tail estou esperando por uma nova história que me faça passar a noite desejando o próximo capítulo. Obs.: Vivendo no momento um amor platônico com o universo Star Wars.