A decepção chega a cavalo ao perceber que estamos diante de um filme mal feito, de um diretor metódico em suas escolhas e que entregou trabalhos bem mais ousados no que queria propor ao público em comparação a esse seu filme mais recente.

“Noite Passada em Soho” é, acima de tudo, um cinema de confronto de ideias. Estamos diante de um turbilhão de conceitos que mudam a todo momento e não sabem que caminho seguir, e até quando chega em alguns locais parece perdido e sem compreensão do todo que a obra representa.

O que torna tudo ainda mais um engodo é perceber que estamos diante algo que é bem dirigido e feito, que possui boas intenções no roteiro e até um leque de atuações que são convincentes a nos levar pelos mais diversos locais do submundo londrino.

Quando começamos a debruçar as varias camadas é ai que o caldo começa a ficar mais ralo do que imaginávamos que fosse. O aprofundamento aqui só cabe a personagem principal que, mesmo diante de tantos assuntos (desde sua condição mental até os percalços que ela encontra durante sua trajetória para se tornar uma estilista como sempre sonho), não consegue ter profundidade em nada do que lhe foi proposto.

Nos é entregue um drama psicológico e somos logo levados para questões sobrenaturais que nem conseguem ter total absorção da plateia pois no fim estamos diante de um thriller policial um tanto que irregular e medíocre.

O surrado ditado que fala que “é melhor um filme ruim de um bom diretor que um bom filme de um diretor ruim” as vezes é que nem um gole gelado de café que bebemos sem saber da sua procedência. Só não cuspimos porque tem gente por perto e a pia está longe.

 

Classificação:

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O longa da Universal Pictures, “Noite Passada em Soho” de Edgar Wright, encontra-se disponível nas diversas plataformas digitais.

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