Sem inspiração… Com um péssimo plano de execução e, de baixa profundidade, “Interceptor” chegou a plataforma digital Netflix quase caducando.

O longa dirigido Matthew Reilly (“Fera”; “Noite Violenta”) mostra o que não se pode fazer à frente de uma produção cinematográfica, seja ela qual for. Não se dá para abusar do gênero sem apresentar uma misera qualidade. A premissa desse filme de ação é extremamente básica, com até boas possibilidades de evoluir, crescer, no entanto, o staff opta pelas fragilidades existentes, deixando o espectador perplexo pela falta de zelo e sim, um sentimento imensurável de perda de tempo.

O roteiro de Reilly e Stuart Beattie não ganha ‘vida’, não desenvolve, apenas encontra a morte. Entra no estágio vegetativo já nos primeiros minutos, se contorce todo e morre minutos depois. Não há meio termo para “Interceptor”. Pois ele é um texto ‘perdido’, que não realiza transições ideias entre os atos, e estes, por sinal, não se sustentam. Os personagens são frágeis, desinteressantes e sem propósito algum de existência – que vai da protagonista vivida pela atriz Elsa Pataky (“Velozes & Furiosos”) ao vilão de Luke Bracey. Em suma, o filme não se sustenta.

Para arregimentar sentimentos empáticos com o público, usaram Pataky como uma militar que foi ‘abusada’, ‘preterida’ e ‘humilhada’ pela instituição americana, num discurso inclusivista e até denunciativo, porém não souberam garantir isso através das lentes – as ideias foram literalmente jogadas -. Já o vilão de Bracey, era um dual pobre emocionalmente. Nada do que ele tentara na trama se justificava, aliás, ele não se justificava: Ele era bom ou era ruim? O que ele queria provar? Quem ele é? Nenhuma dessas respostas foi respondida.

Como filme de ação, “Interceptor” também fracassou. As cenas de combate corpo a corpo são ruins. Digamos que “John Wick” subiu e muito o ‘sarrafo’ do público e crítica ante o gênero. Filmes que tiveram o protagonismo feminino, como “Aves de Rapina” e “Kate” – esta última da própria Netflix – foram muito bem nesse sentido, coisa que “Interceptor” não conseguiu. E não para por aí. Mal editado, o longa parece um colcha de retalhos guiado pela pancadaria falha.

O nível técnico de “Interceptor” é outra coisa preocupante. Com um som e fotografia ‘meia boca’, o filme não cumpre com as exigências mínimas de um produção. Enfim,… Até as palavras me fogem a mente pra concluir o raciocínio. Confesso que não gosto de críticas, reviews de produções ruins, mas trabalho é trabalho, kkk… Só espero não ter o azar de assistir algo tão ruim em breve.

Classificação:

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O filme que conta com a produção de Chris Hemsworth (“Thor”) encontra-se no catálogo da Netflix.

By Amauri Alves

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante (...) Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

One thought on “Interceptor (2022) | Crítica”

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