“Jurassic World: Domínio”, pertencente a nova trilogia da Universal Pictures, nos apresenta uma Terra bem diferente do que estamos acostumados a ver nos filmes anteriores, antes confinados em ilhas, os dinossauros – das mais diversas espécimes – invadiram os continentes.

A franquia comandada por Colin Trevorrow sucedeu a trilogia de sucesso ‘Jurassic Park’ – vulgo ‘Parque dos Dinossauros’ -, que iniciou-se em 1993, capitaneada por Steven Spielberg. Na época, a saga surpreendeu a muitos pelo realismo e grandiosidade que trazia. E hoje, quase 30 anos depois, não é muito diferente, ainda encanta e entretém de um jeito muito especial o público. E este não parece o fim.

Apesar de “Jurassic World: Domínio” compor um capitulo final desse novo ciclo, observa-se ganchos e possibilidades de um futuro ainda longevo para a franquia. Chris Pratt, está de volta ao interpretar mais uma vez (não muito bem, por sinal) o domador de dinossauros Owen Grady. Dessa vez foi extremamente repetitivo em seu papel, perdendo espaço e protagonismo para novos personagens, bem como para o “Trio Jurásico” – Laura Dern, Sam Neill e Jeff Goldblum – Perdão, adoro eles, mas não resisti ao trocadilho! Até a Bryce Dallas Howard, me pareceu mais convincente que Pratt, ja que mostra melhoras significativas em sua personagem, Claire Dearing.

Falando em novos personagens, eles foram bem inseridos e se saíram bem. Desde a intrépida piloto Kaila Watts, sagazmente interpretada pela bela DeWanda Wise, além de Ramsey Cole, vivido pelo inglês Mamoudou Athie, e Maise Lockwood – filha do casal “protagonista”, papel de Isabella Sermon.

O plot principal da trama baseia-se na busca por Maise, visto ser ela a chave para algumas questões de ordem genéticas e bio-industriais.
Paralelo a isso, durante suas pesquisas de Campo a paleobotânica Allie Sattler (Dern), pesquisando acerca das mudanças ambientais resultantes do impacto da interação com os dinossauros, acaba recorrendo a seus amigos o Paleontólogo Alan Green (Neill) e o Dr. Ian Malcolm (Goldblum), a fim de desvendar uma das questões engendradas pela trama.

Apesar da velha premissa do apelo nostálgico que rodeia, vez ou outra, as obras atuais que se baseiam em franquias já estabelecidas; a presença do trio de heróis da trilogia original agrada, e muito.

O roteiro é quem peca ao propor soluções clássicas e muito convenientes onde tudo converge facilmente, como um rio que corre para o mar. mas creio que a idéia de Trevorrow era essa mesma: não perder tempo explicando e mostrar mais ação, o que ao final fica por parecer uma colcha de retalhos de sub-tramas. Porém isso não deixa o filme menos emocionante no quesito aventura.

Os efeitos visuais e mecatrônicos, as cenas de escapada e de embate entre os dinossauros são bem instigantes, e para algumas, inclusive, precisamos acentuar nossa suspensão de descrença, afinal de contas seria demais cobrar de uma franquia de dinossauros vivos que nos entregassem apenas o crível.

A meu ver o saldo é positivo, é um bom filme se você procura entretenimento. As cenas de perigo são angustiantes e as de aventura, são empolgantes. É inclusive algo que pode ser assistido por quem não assistiu aos demais filmes, o que não vai interferir na experiência. Não vá esperando explicações para todas as suas perguntas remanescentes quanto a saga inteira, assim serás mais feliz com o resultado.
Ao final temos um sensação de que realmente não é o fim. E pra mim isso é bom, contanto que algo novo e interessante surja daí.

É Bem óbvio e sempre salientado que o mote do filme é o impacto ambiental! Sejam com dinossauros ou não; megacorporações inescrupulosas, exploração de recursos, desmatamentos, caça predatória, tráfico de espécimes, sabotagem e cobiça, sempre existiram e existirão, infelizmente, disfarçadas de boas intenções, afinal de contas, não há predador mais voraz que o próprio ser humano. O que cabe bem na fala do diretor: “Ao chegar ao fim da nossa trilogia, fica a ideia de que temos que coexistir com a natureza para não sermos extintos, como ocorreu com dinossauros. Não é exatamente um filme de mensagem, mas espero que sirva para nos conectar globalmente, ainda mais num momento em que menosprezamos tantos perigos”.

 

Classificação:

Leia também, outras críticas nossas:

Com 2h26 de exibição, o filme “Jurassic World: Domínio”, da Universal Pictures, chega amanhã (02), nos cinemas.

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