Os Opostos Sempre Se Atraem/Netflix - Reprodução

Talvez seja pretensão demais começar um texto sobre um filme fazendo um retroativo do cinema francês como se fosse obrigação de todo filme feito nesse território ter que seguir a metodologia cinematográfica que fez o cinema desse país ser considerado o maior expoente da vanguarda. Mas como é que posso começar a falar de um filme que não agrada em nada meus olhos e meu intelecto?

Não me entendam mal, não sou um odioso crítico de cinema que despreza toda arte/filme feito pelo simples prazer escapista. Posso ser um cinéfilo pretensioso (mas qual cinéfilo que não é?), mas ei de me dar os méritos de saber me deliciar com todo tipo de cinema que pelo menos tenha um pouco de atenção naquilo que se está produzindo.

“Os Opostos Sempre Se Atraem” é um ótimo exemplar do péssimo cinema comercial que tomou a França como febre logo depois do estrondoso sucesso de “Os Intocáveis”. Desde então somos bombardeados por um cinema pastelão e que fere de todas as formas a veia cinematográfica quando nem tenta fazer o básico para ser algo aceitável de se assistir.

São duas horas intermináveis onde somos entregues a uma edição tão frenética que uma simples cena de diálogo tem mais cortes que um filme dos “Transformers” do Michael Bay em seu momento mais inspirado. Nas cenas de ação são uma verdadeira tortura e saímos mais nocauteados que as pessoas que levaram murro e tiros.

Sobre o roteiro acho nem é preciso tanta reflexão para saber que estamos diante de um texto que além de pobre em suas referências não consegue desenvolver nem uma sub trama que tem como ponto fazer uma critica a sociedade francesa ultraconservadora.

O filme vale a pena se você, assim como eu, está aprendendo francês e gosta de assistir filmes com áudio e legendas no idioma para desenvolver a leitura. Serve também para aprender umas gírias legais, e pela verborragia repetitiva você até fixa melhor algumas palavras.

Mas se busca entretenimento, passa longe.

 

Classificação:

Leia também, outras críticas nossas:

Estrelado por Omar Sy, Laurent Lafitte e Izïa Higelin, o filme de Louis Leterrier encontra-se no catálogo da Netflix.

2 thoughts on “Os Opostos Sempre Se Atraem (2022) | Crítica”

Comments are closed.