Já começo na negação esse texto para falar que não sei qual é o meu papel como crítico para falar de filmes que está na cara no cartaz/sinopse/envolvidos sua qualidade. Talvez eu alimente a esperança de quebrar a cara e me deparar com algo notável, mas ao mesmo tempo percebo que o desespero nisso é tão grande que acabo que tentando extrair leite de pedra que de tão seca vira pó se tentar pegar com a mão.

“O Homem de Toronto” não é um filme bom. E acho que estaria ótimo em falar só isso, mas são tantas camadas de desfuncionalidade narrativa que vale a pena fazer reflexões – pelo menos parar passar o tempo, vai.

Os filmes genéricos possuem uma característica que é cômico perceber que em nenhum momento é tentado se desvencilhar: a obviedade. Você sabe o que vai acontecer, como os personagens vão se desenvolver e como tudo vai acabar antes mesmo do término do primeiro ato.

Se tudo fosse feito pelo menos com uma lógica de diversão seria menos torturante perceber que o filme se arrasta no chão para tentar chegar ao próximo ato fazendo sentido. Está tudo e todo mundo tão no automático que chega a ser constrangedor assistir em vários momentos.

O único ponto que darei para esse filme, é não zerar é a cena de ação final onde ele parece finalmente ter percebido que não adianta tentar ser uma coisa que nunca será e se entrega a galhofa do gênero de ação.

Mas talvez seja a necessidade de ver algo bom em uma coisa muito ruim. Enfim, não façam que nem eu: “- Não assistam”.

Classificação:

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Estrelado por Kevin Hart, Woody Harrelson e Kaley Cuoco, com a direção de Patrick Hughes (“Dupla Explosiva”), o filme tem o roteiro é assinado por Chris Bremmer (“Bad Boys Para Sempre”) e Robbie Fox (“A Creche do Papai 3”). “O Homem de Toronto” chega no dia 24 de junho, só na Netflix.