O cinema brasileiro sempre passou por diversos problemas para encontrar o seu público. Desde os problemas técnicos quando ele ainda não possui uma indústria autossuficiente (com o som sendo um dos mais notáveis desses defeitos) até a dificuldade de se fazer filmes em um país que não é muito bem relacionado com o fazer arte.

Por ser um cinema muito plural e que produz bastante coisa – graça a incentivos fiscais – é perceptível que o cinema “blockbuster” brasileiro ainda carece de uma percepção mais ampla de como conseguir ser um sucesso de crítica e público.

“Papai é Pop”, da Galeria Distribuidora, é um filme que acaba surpreendendo principalmente por conta do seu texto que – mesmo ainda preso em vários maneirismo desse tipo de cinema “família” – consegue envolver e nos manter engajado durante toda a projeção.

É comum nesse tipo de cinema o humor se tornar algo invasivo e fora de tom, destoando totalmente do que se é proposto. Mas a direção de Caíto Ortiz sabe exatamente onde quer chegar e as piadas acabam se tornando algo natural e sem tanto exagero – mas não significa que todas funcionam, claro.

Tanto Lazaro Ramos quanto Paola Oliveira estão entregues aos personagens e a química dos dois não é tão explosiva como o roteiro acha que é, mas é interessante como eles se comportam em cena. O destaque mesmo é para Elisa Lucinda que mesmo como coadjuvante entrega complexidade e força nos poucos minutos que tem em tela.

O maior problema é o uso excessivo de artimanhas para tentar puxar emoções da plateia. Mas, ainda sim, é interessante de se assistir. Só não conseguiu me deixar com vontade de ser pai. Quem sabe na próxima.

 

Classificação:

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O longa nacional, “Papai é Pop” estreia exclusivamente nos cinemas em 11 de agosto.

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