É muito comum as crianças serem afetadas emocionalmente após abusos – quer físicos ou emocionais -, abandonos ou até mesmo com a separação dos pais, e por muitas vezes esses traumas se perduram toda a vida, influenciando no comportamento e vínculos (principalmente afetuosos) dessas pessoas. É com essa metáfora que a nova série da Netflix, “Respire!” segue.

Criado por Brendan Gall e Martin Gero, o programa segue a jovem Liv (Melissa Barrera) que se ver na obrigação de aprender a lidar com a natureza e com seus próprios demônios, depois de ser a única sobrevivente de um acidente de avião. Sozinha e diante da morte, o desejo de sobrevivência nunca pareceu tão necessária, mesmo não suportando sua vida.

Nos seis episódios com pouco mais de 30 minutos de duração, vemos o desespero de Liv enfrentando as dificuldades de uma floresta, porém em meio dessa situação, a protagonista tem flashbacks de sua infância com seus pais e com um “namorado”. São eles que guiam a protagonista durante a trama, como personificação dos seus traumas que ela precisa enfrentar. Até diálogos imaginários são incluídos servindo para a reflexão e crescimento de Liv.

Os flashbacks são ótimos, bem desenvolvidos, mas pecam por serem longos demais, quebrando assim um pouco a curiosidade do público em ver as diversas dificuldades contidas numa floresta para com uma pessoa. Porém, isso não afeta em nada o entendimento da série, com atuações excelentes e uma fotografia incrível. “Respire!” traz ao público um mal que assola boa parte da sociedade.

 

Classificação:

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Os seis episódios da série “Respire!” já está disponível na Netflix.

4 thoughts on “Respire! – 1ª temporada (2022) | Crítica”

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