A Fera (2020) | Crítica

Explorando o gênero de ação ‘brucutu’, tão peculiar em meados dos anos 80 e 90, chegou à Netflix, em parceria com a divisão italiana da Warner Bros., A Fera. Longa estrelado por Fabrizio Gifuni – grande nome do cinema local. Confira prévia:

Após três anos de aposentadoria, Leonida Riva (Gifuni) ainda tenta se acostumar com a vida fora dos campos de batalhas que deixou inúmeras cicatrizes em sua alma e mente. Introspectivo e de poucas palavras, o ex-militar vê a sua família se distanciando paulatinamente e no único momento com os filhos, é tomado por uma notícia angustiante, a caçula (Giada Gagliari) fora sequestrada por criminosos que pretendem explorá-la sexualmente.

Visualizando o estado de inércia da polícia local, Riva passará por uma jornada alucinante, quase hércula, sozinho, de peito aberto e punhos cerrados, na perspectiva de encontrar o seu amado rebento.

Você pode ter ouvido essa estória contada de uma outra forma, com outros personagens, talvez por Liam Neeson em Busca Implacável. O quem sabe, o sentimento de vingança aflorado pelo John Wick, de Keanu Reeves. Notoriamente, A Fera, do diretor Ludovico Di Martino, não trás algo novo ao mercado cinematográfico; ocorrer tais associações, comparações seriam mais do que naturais, seja pelo público ou crítica especializada, todavia, o longa funciona sim, dentro do pré-estabelecido, dentro do orçamento ofertado, principalmente, quando quem busca esse filme tem uma predileção pelo gênero.

Sob o nosso olhar, A Fera, da Netflix, entrega o esperado, muita pancadaria, poucas falas e uma resolução simples, sem plot, sem a profundidade recorrente em bons filmes dramáticos, apenas sangue e suor. Com um roteiro ligeiramente agradável, transições interessantes, uma montagem e fotografia tão característico do cinema italiano, o longa vai bem, não compromete, mas também não é capaz de arrancar elogios.

Mas, o que claramente destoa da premissa é o antagonismo de Andrea Pennacchi, e deixo bem claro que a culpa não deve ser atrelada exclusivamente ao ator, mas a falta de perspectiva do vilão na trama, transformado-o num mero obstáculo para o ‘sucesso’ do resgate.

Fechadinho, sem grandes erros crassos, e comprometimento técnico, nos foi apresentado A Fera, filme de ação ‘brucutu’ que traz a busca quase que ininterrupta de uma pai pela filha sequestrada por traficantes sexuais, mergulhado num dilema particular e fantasmas de seu passado.

Classificação:

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A Fera encontra-se disponível no catálogo da Netflix.

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