A ilha da fantasia (2020) | Crítica

Chegou no dia 13 de fevereiro aos cinemas brasileiros, o filme A ilha da fantasia da Sony Pictures e Blumhouse Productions. Bem diferente da série veiculada nos anos 70, o longa explora nessa nova produção o gênero de horror sobrenatural. Com um tom mais sombrio se comparado a série e envoltos em mistérios peculiares, o filme propõe prender o cinéfilo na poltrona, com um enredo de tirar o fôlego. Confira prévia:

A nossa história começa envoltos de sonhos esquecidos, mas agora possíveis com a chegada de nossos protagonistas a ilha da fantasia. O que é bastante convidativo, confortável e empático para o espectador, afinal, quem não possui desejos guardados, sejam simples ou complexos, mas que gostaríamos de os verem tirados do papel? O diretor Jeff Wadlow (Verdade ou desafio, Bates Motel) procurou acertar nessa premissa, mas os próximos passos da trama podem ser confusos e mal elaborados.

Cinco turistas ganham a ‘sorte’ e são levados para um lugar fantástico, um paraíso localizado no Oceano pacífico, longe das inquietações do dia-a-dia, uma locação perfeita e atrativa, gerida pelo misterioso Sr. Roarke (Michael Pena). E como bem ilustrado: ‘O seu principal desejo pode ser realizado ali‘. Mas, nem todos os convidados possuem bons desejos, nem todos sonham com a construção de uma família, rever parentes perdidos ou mortos, diversão regada a sexo e rock-holl sem consequências, há um desejo obscuro e doentio dentro da equipe composta por: Gwen Olsen (Maggie Q), Melanie Coole (Lucy Hale), Patrick Sullivan (Austin Stowell) e os irmãos Weaver, Brax (Jimmy O. Yang) e JD (Ryan Hansen), e a Ilha irá entregar todos mal fantasiado ali.

Algumas decisões no roteiro são duvidosas, ‘estranhas’ o que compromete com o chamado horror sobrenatural. O filme até possui alguns relampejos de boas ideias, mas não decola, não convence, apesar do bom dinamismo. Faltou uma pegada mais sombria ao longa, até mais densa para corroborar com a nova trama, e isso, infelizmente, não aconteceu. Em alguns momentos, a produção lembrou os trabalhos do cineasta Jordan Peele (Corra! Nós), mas parecia tudo caótico da maneira errada. Portanto, A ilha da fantasia não consegue criar a sua própria identidade, nem acertar com o desejado.

A Ilha da Fantasia/Sony Pictures/Blumhouse Productions – Reprodução

Se você não puder trazer um roteiro mergulhado nessa sombria tentação, inevitavelmente a construção dos personagens será falha. E foi o que aconteceu aqui, nem todos sentiram-se confortáveis com seus papéis, talvez pelos frágeis diálogos ou sentimentos imprimidos no enredo, possuindo uma única exceção, o da atriz Maggie Q. Houve um trabalho maior da escrita sobre a história de Gwen Olsen, mas não o suficiente para salvar a história.

Sem grandes apelos, ou destaques sobre a parte técnica (a trilha sonora não empolgou, não deu medo e nem nos prendeu), A ilha da fantasia não trouxe o ‘novo’, foi apenas mais do mesmo, com ideias boas mal-empregadas, plot-twister’s que não funcionaram, furos no roteiro. O longa é totalmente esquecível, mesmo tentando se afastar da obra original (e olhe que tivemos algumas referências), o filme não cria o seu próprio espaço no mundo, o seu público e certamente, não deve voltar para uma continuação.

Classificação:

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A estreia de A ilha da fantasia ocorreu no dia 13 de Fevereiro.

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