Bad Boys: Para Sempre (2020) | Crítica

Estreará no dia 30 de Janeiro nos cinemas nacionais, o terceiro filme da franquia Bad Boys, sob o subtítulo Para Sempre. Estrelado pela dupla Will Smith e Martin Lawrence, a saga ganhou um espaço cativante no coração do público ainda nos anos 90 e 2000. A premissa não era diferente dos filmes daquele período: Policiais no combate à cartéis de drogas, ou na investigação de homicídios. Mas o carisma dos protagonistas da produção da Sony Pictures era o diferencial. Veja prévia:

Pensando nisso, por que não trazer uma sequência, certo?! Errado. O lapso temporal entre esse filme e o último denotam aproximadamente 20 anos, e é claro, algo se perdeu no caminho, talvez a mão de quem trouxe a trama (Adil El ArbiBilall Fallah), por não conhecer o material original, ou não entender. A dupla Smith e Lawrence continua com a mesma pegada, a mesma química, mas pareciam ‘estranhos no ninho’ na novíssima equipe que formara. E pra argumentar isso, precisaremos contar um pouco da história.

Bad Boys: Para Sempre traz os detetives Burnett (Martin Lawrence) e Lowrey (Will Smith) para uma outra realidade, afinal, o tempo passou. Os criminosos mudaram, a polícia mudou, as tecnologias fazem parte dessas faces opostas, mas a dupla não acompanhou tal mudança, o que poderia ser um dos muitos escapes hilários do filme, mas não rolou. Os nossos queridos investigadores são pegos numa onda de assassinatos e ataques ao poder executivo, e entender as motivações, os mandantes é a missão da dupla. O que nos leva diretamente ao ponto caótico da trama: O passado de Lowrey retorna, proporcionando um terrível mal. No fim das contas, a justificativa para o enredo é rasa e sem algo vorazmente contundente, tratando o causo como uma estória passional descompensada.

Bad Boys Trailer 2
Bad Boys: Para Sempre/Sony Pictures – Reprodução

Claramente o filme transborda os problemas de sua produção, afinal Bad Boys: Para sempre foi bancada por Will Smith frente ao estúdio, além disso outros cineastas, roteiristas deixaram a trama por apresentarem discordância ‘criativa’ com Smith. O roteiro foi o primeiro a ser castigado: Confuso, frágil, repleto de furos e inconsistência estrutural. E como principal exemplo, podemos destacar a conflitante e estranha relação entre os personagens, desde a inserção de novos companheiros de trabalho a equipe protagonista a vilões sem causa. As cenas de ação não empolgam, o filme não consegue encontrar a sua própria identidade, fomentada ainda lá trás.

Sobre os pontos positivos recaem características tão comum a saga, como a boa química entre os protagonistas – que não conseguem salvar e nem conduzir eficazmente a trama – bem como uma trilha sonora envolvente. Logo, Bad Boys 3 caduca. Sem um tom apropriado, a produção sofre de um certo marasmo. O dinamismo tão peculiar em filmes de ação, não acontece, ou seja é um filme mau resolvido em si. A produção parecia claramente um recorte de jornal de páginas avulsas, sem nexo e conectivos condizentes, infelizmente.

Algumas obras não precisam ganhar sequências apenas por ganhar, se não tiver a mesma inspiração, o mesmo amor ao material original, deve-se pôr um ponto final, pois existe a possibilidade de você descaracterizar a obra, é um risco enorme, e isso se aplicava a Bad Boys. E para isso, a franquia precisa evoluir, e trazer algo novo não é fácil, acompanhar o público, muito menos, mesmo numa sequência de sucesso, e nisso, Bad Boys: Para sempre fracassou copiosamente. Pois não conseguiu ser o que foi no passado, e nem criar novas raízes no presente – Uma pena!

Classificação: 

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A estreia de Bad Boys: Para sempre está marcada para o dia 30 de Janeiro.

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