Big Shot: Treinador de Elite – 1º Temporada (2021) | Crítica

Sem muito alarde quando comparado as mega-produções Disney, chegou ao streaming uma série criada por David E. Kelley, Dean Lorey e Brad Garrett, de nome “Big Shot: Treinador de Elite”. Capitaneado pelo empático John Stamos (“Fuller House”), o programa aborda de maneira concisa e inteligente temas tão humanos e presentes em nosso dia-a-dia, com destaque para a unidade básica de tudo, a família – aquela que escolhemos amar. Redondinha, a série desperta inúmeras emoções ao espectador, mesmo sem fugir do “basicão” em sua narrativa.

Marvyn Korn (Stamos) é um treinador de basquete universitário de sucesso – as vitórias e campeonatos o perseguem -. Todavia, num dado jogo, Korn, aparentemente instável, “explode”, agredindo o arbitro. As sanções contra o treinador o fazem a ser lançado numa escola de ensino médio em Westbrook para meninas. E nesse ambiente “novo”, Korn terá que se reinventar como homem, pai e profissional.

Para uma história funcionar bem, o roteirista deverá criar todo um universo entorno do seu protagonista. Criar laços, relações, personagens secundários interessantes, antagonista importantes. Claro que só isso não basta, o programa deve possuir uma boa direção, astros afiados e os demais quesitos técnicos nos “trinques”, e de certo modo, “Big Shot: Treinador de Elite” preencheu tais pontos.

A simplicidade textual aliada as escolhas narrativas fazem do programa Disney algo relativamente bom, mesmo que previsível. Não se trata de apenas uma série “teen”, ou a estória de um personagem que busca redenção, mas sobre a nossa própria humanidade, seja nos problemas familiares, na escolha de amar, no perdão, na vulnerabilidade, em aceitar a si mesmo na perspectiva de compreender o mundo a sua volta, e os sacrifícios inerentes a condição de pai.

As meninas do time de basquete dão o tom, o equilíbrio dinâmico e profundo aos inúmeros contextos criados, com destaque para as boas interpretações de Louise (Nell Velarque) e Olive Cooper (Monique Green). O núcleo escolar, dos adultos, funciona muito bem, seja no interesse amoroso (Sra. Goodwin/Katheleen Rose Perkins), na amizade (Holly Barrett/Jessalyn Gilsig), na terapia (George/Richard Robechaux) ou no comando (Diretora Sherilyn/Yvete Nicole Brown). Ahhh! não dá pra esquecer do ponto de inflexão, a jovem Emma (Sophia Mitri), filha do treinador Korn.

A obra é “perfeitinha”, sem erros graves, ou máculas. Todas as construções narrativas realmente importam e tem significância para o produto. O programa empolga pela linguagem fácil, pelo desenrolar da história, pelas escolhas simples e pontuais importantes. Todavia, vale salientar que o final de “Big Shot: Treinador de Elite” é totalmente previsível, mas nem por isso assertivo.

Coesa, deliciosa para se acompanhar em família e emocionalmente equilibrada, “Big Shot: Treinador de Elite” é uma série “a la novela brasileira”, é claro, sem os “arrodeios” [Em média uma telenovela dura de 6 à 8 meses]. Repleto de reviravoltas importantes, dramaticidade e fofura necessária para encantar o seu público, o programa Disney é um bom achado.

 

Classificação:

Veja outras críticas nossas, relacionadas a Disney Plus:

A primeira temporada de “Big Shot: Treinador de Elite” possui 10 episódios e encontra-se disponível exclusivamente no catálogo da Disney Plus.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *