Black Mirror – 5ª Temporada | Crítica

O programa nunca foi somente sobre as aplicações da tecnologia num mundo que esta por vir, ou em nosso atual momento, e sim sobre pessoas, seres humanos lidando com essas mudanças, e a quinta temporada de Black Mirror, da Netflix, em três bons episódios independentes, usa e abusa dessa relação plausível. Com um intenso e inteligente desenvolvimento, a série se apresenta, se constitui num verdadeiro sucesso, sem aquele comprometimento com clichês, ou opinião alheia, apenas com o pensamento crítico. Nos fazendo refletir, pensar sobre o mundo que queremos, e como nos enxergamos diante dele.

Com a “ajuda” da tecnologia os seres humanos encontraram muito mais que um instrumento de trabalho, ou um facilitador de nossas ações pessoais ou comportamentais, encontramos evolução. Mas, até que ponto ela é benéfica, até onde o nosso salto evolutivo tem a capacidade nos limitar, nos enclausurar, nos prender? Essa organização de ideias, nos devem fazem refletir e isso, meus senhores, é Black Mirror!!!

A escolha por apenas três episódios nesta temporada fora inteligente, prefiro que entreguem algo bom em poucos capítulos, que algo ruim e longo, deturpando, inclusive, a ideia inicial do programa. E essa boa entrega foi feita no âmbito geral, episódios únicos, sem interdependência, em ângulos diferentes, mas bons. Com destaque para “Striking Vipers“, pois o surpreendente acontece. Mas os outros dois episódios “Smithereens” e “Rachel, Jack and Ashley, Too” também são bons, dentro de suas realidades e propostas.

O primeiro capitulo é intitulado de Striking Vipers. A história traz Anthony Mackie (Vingadores) no papel principal, um homem com uma vida comum, casado, com um filho, tentando o segundo, ou seja, uma bela família, certo? Errado. Ele não anda tão satisfeito assim. Com a comodidade em sua relação, tornando-o em certos momentos “chato”, o “novo” se apresenta. Em seu aniversário, Mackie recebe de seu melhor amigo – Yahya Abdul-Mateen II (Aquaman) – e dele ganha um novo game, que promove a realidade virtual de maneira única, o que pode despertar os seus mais escondidos sentimentos, colocando o seu casamento, a sua percepção de “vida” em xeque.

Este é o melhor episódio de Black Mirror nesta temporada, simplesmente pelas sutilezas deixadas entre uma cena ou outra, pelo “abrir e fechar do armário”, pelo aprofundamento humano, por deixar o homem numa posição difícil, gerando uma crise existencial. Não pelas escolhas tomadas, mas pelo ato de tomar a decisão, de falar ou não a verdade e estabelecer novas e intensas relações. Com um roteiro e fotografia perfeitos, e um elenco bem comprometido, “Striking Vipers” é o grande destaque da temporada. Ahhh!!! Só pra constar, a cidade de São Paulo está presente em muitos dos cenários do capitulo.

No segundo episódio, Smithereens, o debate existe sobre a tecnologia nos deixar reféns, presos em celas sem grades, algo bem atual e tão comum em nosso dia-a-dia. Você é capaz de se concentrar num determinado trabalho quando o seu celular avisa que chegou uma mensagem? O quanto isso pode mexer conosco, em nossas vidas? Protagonizado por Andrew Scott (Sherlock), a nossa história tem um motorista de aplicativo esperando o melhor momento para pôr em prática toda a sua frustração, amargura, decepção em pauta. E as consequências que isso irá gerar, não importam para ele.

Sem grandes estrelas no elenco, mas com boas atuações, “Smithereens” se constitui no que é inteiramente possível em nossa realidade, com um roteiro mais plausível, real para esta temporada, ele não surpreende, mas de deixa ótimas lições.

No terceiro e último capítulo, protagonizado pela Miley Cyrus, “Rachel, Jack and Ashley, Too” apresenta uma renomada popstar, mergulhada em seus conflitos interiores, pessoais, porém preterida, limitada pela sua tia e empresária; enclausurada em sua própria personagem. Dos três episódios, este apresenta uma realidade mais distópica, mas não impossível. A Inteligência artificial é o grande destaque da trama.

Cyrus rouba a cena, o que seria natural, mesmo em momentos onde a sua voz é o grande destaque, entretanto, “Jack and Ashley, Too” é o mais difuso dos três capítulos. Variando em momentos bons e não tão bons assim (não classificaria como ruins, mas intermediários).

No geral, a quinta temporada de Black Mirror manteve a boa pegada do programa. O que mais torna a série envolvente é sem sombra de dúvidas, o fator humano em meio ao turbilhão dos avanços tecnológicos existentes. Black Mirror nos faz interagir, conscientizar-se se ainda existiremos num futuro tão próximo, afinal, talvez, não precisaremos de uma “Skynet” para atingirmos a extinção, apenas utilizarmos a tecnologia para algo desumano e antissocial.

  • Veja o primeiro trailer dessa nova temporada – Saiba Mais.
  • Teaser’s anunciam títulos dos capitulo de Black Mirror – Saiba Mais.
  • Temporada ganha novos cartazesSaiba Mais.

Classificação: 

A Quinta temporada de Black Mirror chegou a Netflix no dia 5 de Junho e encontra-se até momento em seu catálogo.

O que você achou dessa crítica??? Deixem os seus comentários logo abaixo…

 

Curta a nossa página no Facebook!!!

Siga-nos no Instagram e no Twitter !!!

E continue acessando o nosso Site.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *