Carnaval: Quando a folia verde e amarela invade as telas

Há mais de um século, o carnaval ganha as telas com alguns filmes nacionais e muitos documentários. Por despertar grande interesse no exterior, a nossa festa colorida invadiu também várias produções estrangeiras. Até ganhou o Oscar, conquistou James Bond, carregou nas tintas de uma série de TV polêmica e violenta. Atingiu o ápice como o cenário impressionante de uma animação internacional, dirigida por um brasileiro.

Entre as produções mais populares: Carnaval Atlântida (Nacional, 1952), Orfeu do Carnaval (Orfeu Negro, BRA, FRA, ITA, 1959), Dona Flor e Seus Dois Maridos (Nacional, 1976), 007 Contra o Foguete da Morte (Moonraker, EUA, 1978), Filhos do Carnaval (Nacional, 2006), Rio (Idem, EUA, 2011) e Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar (Nacional, 2019).

Conheça uma lista extensiva de filmes, documentários, animações e séries de TV que retrataram o Carnaval Brasileiro:

Cordão Carnavalesco (Nacional, 1911) – Comédia de Pedro Comello. Com Bahiano, João Barbosa, Batistini

Primeiro filme que se tem notícia focado no Carnaval. Um curta metragem em preto e branco do cinema mudo.

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O Carnaval Cantado (Nacional, 1932) – Documentário de Vital Ramos de Castro

Retrata o carnaval de rua de 1932, na cidade do Rio de Janeiro, com destaque para Carmem Miranda, sendo o primeiro filme da atriz e cantora e as primeiras imagens noturnas registradas da capital fluminense, onde precisou de refletores do exército para iluminar a avenida. Vários cópias do filme percorreram o país. Porem, todas desapareceram, bem como o negativo original, sendo considerado um filme perdido.

A Voz do Carnaval (Nacional, 1933) – Comédia musical de Adhemar Gonzaga, Humberto Mauro. Com Pablo Palitos, Paulo de Oliveira Gonçalves, Elsa Moreno, Carmem Miranda e Lamartine Babo

Um comediante argentino Pablo Pablitos chega ao Rio de Janeiro, sendo coroado o Rei Momo. Ele segue a bordo do Mocanguê e desce na Praça Mauá. O povo o aclama e o acompanha avenida até o Beira-Mar Cassino, local do trono. Só que ele foge para ver o Carnaval. Segunda aparição de Carmem Miranda nas telas. Primeiro filme brasileiro com o som gravado direto na película.

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Favela Dos Meus Amores (Nacional, 1935) – Drama de Humberto Mauro. Com Carmen Santos, Rodolfo Mayer, Sílvio Caldas.

Dois jovens retornam de Paris sem dinheiro, mas com a ideia de abrir um Cabaré, numa favela, para turistas a procura de novas sensações. É quando um deles, o jovem Roberto, conhece e se apaixona pela bela Rosinha. Primeiro filme a contar a história de uma escola de samba, no caso, a Portela.

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Alô, Alô Carnaval! (Nacional, 1936) – Comédia musical de Adhemar Gonzaga. Com Carmen Miranda, Aurora Miranda e Oscarito. Disponível no You Tube.

A dificuldade de dois produtores que procuram um patrocinador para “sustentar” o programa musical Banana da Terra. Um empresário recusa porque aguarda uma grande atração francesa. Como o número não acontece, ele é obrigado a reconsiderar sua decisão anterior, promovendo o programa. Carmem e Aurora Miranda atuam nesse filme, cantando músicas como Querido Adão e Cantores de Rádio.

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Tererê Não Resolve (Nacional, 1938) – Comédia musical de Luiz de Barros. Com Paulo Gracindo, Procópio Ferreira e Heloísa Helena. Disponível no You Tube.

São três casais, dois já moradores do Rio; o terceiro, ‘aquele que detesta carnaval’, chega para visitar uma tia. Uma das mulheres aposta que todos os maridos são infiéis e manda convites aos maridos para o baile de carnaval. Estes arranjam uma desculpa para comparecer escondidos. Elas vão disfarçadas, assim como a empregada. Daí a confusão no baile. Cada um namorando a mulher do outro. Baseado na peça de Bandeira Duarte, No Carnaval é Assim.

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Uma Noite no Rio (That Night in Rio, EUA, 1941) – Comédia musical de Irving Cummings. Com Alice Faye, Don Ameche, Carmen Miranda. Disponível no You Tube.

O barão Manuel Duarte (Don Ameche) é um rico (e mulherengo) industrial da terra do Carnaval, mas se encontra em sérias dificuldades financeiras. Ele decide viajar até Buenos Aires, para tentar um empréstimo. Mas para não despertar suspeitas de sua ausência, os sócios contratam Larry Martin (Ameche, em papel duplo), como um ator muito parecido fingindo ser o barão.

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Alô, Amigos (Saludos Amigos, EUA, 1942) – Animação de Wilfred Jackson, Jack Kinney. Produção da Disney. A produção foi um esforço para a Política de Boa Vizinhança dos Estados Unidos com a América Latina. Disponível no Disney Plus

Dividido em que episódios que homenageiam alguns países da América do Sul. No segmento dedicado ao Brasil, Aquarela do Brasil, José (Zé) Carioca apresenta ao Donald os ritmos sonoros do Rio de Janeiro. Primeira aparição do papagaio brasileiro Zé Carioca.

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É Tudo Verdade (It’s All True, EUA, 1942) – Documentário de Orson Wells, somente lançado em 1993. Com Francisca Moreira da Silva, Carmem Miranda, Miguel Ferrer, Grande Otelo. A produção foi um esforço para a Política de Boa Vizinhança dos Estados Unidos com a América Latina

O diretor do clássico Cidadão Kane resolveu focar sobre a cultura brasileira, no Carnaval de 1942. A vida de moradores das favelas cariocas, com o samba, e as reivindicações trabalhistas, registrando a história real de um grupo de quatro jangadeiros que resolveu navegar de Fortaleza para o Rio de Janeiro, a fim de atrair atenção para as condições desumanas de trabalho. Ao reconstruir essa história através da ficção, um dos homens morreu na travessia. Por isso, a produção foi cancelada. Diz a lenda que Wells encheu a cara nos bares do Recife Antigo e teve um caso com a cantora brasileira, Linda Batista, cercado de muita cachaça, lança-perfume, anfetaminas.

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Tristezas Não Pagam Dívidas (Nacional, 1943) – Comédia de José Carlos Burle, Ruy Costa. Com Oscarito, Grande Otelo e Emilinha Borba.

Logo após enterrar o marido, uma viúva conhece um malandro carioca. Ela ganha uma grande herança e o homem a ajuda a gastar farreando pelos bailes de Carnaval da cidade e aproveitando a noite, enquanto se apaixonam.

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Berlim na Batucada (Nacional, 1944) – Comédia musical de Luiz de Barros. Com Procópio Ferreira, Manoel Rocha, Francisco Alves. Disponível no You Tube

Para conhecer o carnaval carioca e para encontrar bons atores e uma boa história para o seu próximo filme, um produtor norte-americano viaja para o Rio de Janeiro, com a esperança de aproveitar ao máximo a festa brasileira, extraindo todo o material criativo possível para produzir uma narrativa e um filme de sucesso.

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Carnaval no Fogo (Nacional, 1949) – Comédia musical de Watson Macedo. Com Oscarito, Anselmo Duarte, Eliana Macedo

Um quadrilha de criminosos hospeda-se no Copacabana Palace a espera do chefe desconhecido, identificado apenas por sua cigarreira incomum. Acidentalmente, o objeto vai parar nas mãos de Ricardo (Anselmo Duarte), diretor artístico do hotel, o que gera uma série de confusões envolvendo sua namorada, Marina (Eliana Macedo) e Serafim (Oscarito), o atrapalhado assistente que sonha em ser ator, perseguidos pelos bandidos.

Carnaval Atlântida (Nacional, 1952) – Comédia musical de José Carlos Burle. Com Grande Otelo, José Lewgoy, Oscarito. Disponível no You Tube

Xenofontes (Oscarito), um sisudo professor de mitologia grega, é contratado pelo produtor Cecílio B. de Milho (Renato Restier) como consultor da adaptação do clássico “Helena de Tróia” para o cinema. Dois malandros, Piro (Colé) e Miro (Grande Otelo), são admitidos como faxineiros do estúdio e sonham em transformar o épico numa comédia carnavalesca.

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Carnaval em Lá Maior (Nacional, 1955) – Romance musical de Adhemar Gonzaga. Com Walter D’Ávila, Randal Juliano e Sandra Amaral. Com músicas de Aracy de Almeida, Ataulfo Alves, Carmélia Alves, Carlos Galhardo, Inezita Barroso, Alvarenga e Ranchinho, Nelson Gonçalves e Trio Nagô.

Moreira (Walter D’Ávila) é um pai solteiro que não consegue ter um emprego fixo. Eleoberto (Randal Juliano) é um jovem desempregado, que apaixona-se pela filha de Moreira. Quando a casa da família de Moreira pega fogo, ele e a filha Celina (Sandra Amaral) vão viver em uma pensão repleta de artistas lunáticos.

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Carnaval em Marte (Nacional, 1955) – Comédia musical e ficção científica de Watson Macedo. Com Anselmo Duarte, Ilka Soares, Violeta Ferraz, Humberto Catalano, Pituca, Silva Filho, Zezé Macedo.

No carnaval do Rio de Janeiro, D. Petrolina (Violeta Ferraz) sonha em ser coroada “Rainha do Carnaval” e escuta o concurso pelo rádio. Mas a transmissão da votação é interrompida para noticiar a aparição de discos voadores. Petrolina descobre por Chaveco (Silva Filho), que o dinheiro dela estava na gafieira. Com raiva, Petrolina vai lá e arma uma grande confusão. Quando ela desmaia, começa a sonhar que é a Rainha de Marte.

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A Baronesa Transviada (Nacional, 1957) – Comédia musical de Watson Macedo. Com Grande Otelo, Dercy Gonçalves, Renato Consorte. Disponível no You Tube.

Gonçalina (Dercy Gonçalves, imagine) é uma pobre manicure que descobre pelos jornais que pode ser a filha desaparecida de uma baronesa. Ela vai à casa de sua possível mãe, onde é reconhecida. Quando a baronesa morre, Gonçalinha torna-se sua única herdeira e investe parte da fortuna num filme sobre o Carnaval. Esta situação não agrada os demais integrantes da família, que planejam um golpe.

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Depois do Carnaval (Nacional, 1959) – Drama de Wilson Silva. Com Anilza Leoni, Miguel Torres, Wilson Grey. Ibanez Filho

Moça (Anilza Leoni) fica dividida entre o namorado e os bailes de Carnaval.

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Orfeu do Carnaval (Orfeu Negro, BRA, FRA, ITA, 1959) – Romance de Marcel Camus. Com Breno Mello, Marpessa Dawn, Lourdes de Oliveira, Ademar da Silva e Léa Garcia. Disponível no Looke

No Carnaval, Orfeu (Breno Mello), condutor de bonde e sambista do morro, se apaixona por Eurídice (Marpessa Dawn), uma jovem do interior que vem para o Rio de Janeiro fugindo de um estranho fantasiado de Morte (Ademar da Silva). O belo amor de Orfeu por Eurídice, no entanto, desperta a ira da ex-noiva do galã, Mira (Lourdes de Oliveira) e a Morte acompanha tudo de perto. Destaque para as cenas de blocos e desfiles de escolas da época no Rio de Janeiro. Coprodução Brasil, França e Itália, o filme é uma adaptação da peça “Orfeu da Conceição”, de Vinicius de Moraes. Com um elenco composto majoritariamente por atores brasileiros, a obra foi dirigida pelo francês Marcel Camus. Ganhou a Palma de Ouro em Cannes e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (para a França, já que a Academia considera o filme francês).

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Entrei de Gaiato (Nacional, 1960) – Comédia musical de J.B. Tanko. Com Zé Trindade, Dercy Gonçalves, Costinha

No Carnaval do Rio de Janeiro, três vigaristas profissionais especialistas em enganar caipiras visam planejam aplicar golpes em personagens ilustres, também visados por bandidos  internacionais.

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Bom Mesmo é Carnaval (Nacional, 1962) – Comédia musical de J.B. Tanko. Com Zé Trindade, Jaime Costa, Anilza Leoni. Disponível no You Tube

O coronel Polidoro é o chefe político da pequena cidade de Passaroca. Perto das eleições na prefeitura, ele decide ajudar seu candidato através da criação de um curso de alfabetização de adultos. Para isso, ele precisa encontrar uma professora competente e decide ir ao Rio de Janeiro com esse objetivo. Falso moralista, ele acaba caindo na folia e conhece uma bela dançarina, convidando a garota a passar o carnaval em sua fazenda. Bêbado, ele confunde os endereços e faz com que o motorista leve a dançarina no lugar da professora a Passaroca, resultando em muitas confusões.

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Quando o Carnaval Chegar (Nacional, 1972) – Comédia musical de Carlos Diegues. Com Hugo Carvana, Chico Buarque, Nara Leão, Antônio Pitanga e José Lewgoy. Disponível no You Tube

O empresário de um grupo de cantores sem sucesso consegue um contrato para que se apresentem em homenagem a um rei que chegará à cidade para o Carnaval. Destaque para a trilha sonora do filme composta por Chico Buarque e as participações de Maria Bethânia, Nara Leão, entre outros grandes nomes da música popular brasileira.

Amor, Carnaval e Sonhos (Nacional, 1973) – Filme musical de Paulo César Saraceni. Com Arduíno Colassanti, Ana Maria Miranda, Leila Diniz. Disponível no You Tube

Na véspera do carnaval, uma jovem faz um pedido a sua santa devota: quer um homem com quem possa se divertir no carnaval. O milagre acontece. Ela conhece um rapaz. Eles se veem juntos em três diferentes planos – com fantasias que estão relacionadas entre si (Tristão e Isolda e em outro plano como Oxóssi e Iemanjá), além de se relacionarem como fotógrafo e passista.

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Assim era Atlântida (Nacional, 1975) – Documentário de Carlos Manga. Com Odete Lara, Grande Otelo, José Lewgoy. Disponível no You Tube

Documentário sobre as chanchadas do tempo da Atlântida, estúdio de cinema brasileiro que se notabilizou pela produção de chanchadas, com cenas de todos os filmes que a empresa possuía em seu arquivo e depoimentos de atores falando daqueles tempos gloriosos.

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Dona Flor e Seus Dois Maridos (Nacional, 1976) – Comédia de Bruno Barreto. Com Sônia Braga, José Wilker, Mauro Mendonça. Disponível no You Tube e no Looke

Durante o carnaval de 1943 na Bahia, Vadinho (José Wilker), um mulherengo e jogador inveterado, morre repentinamente. Sua mulher, Dona Flor (Sônia Braga), fica inconsolável, pois apesar de ter vários defeitos, ele era um excelente amante. Após algum tempo ela se casa com Teodoro Madureira (Mauro Mendonça), um farmacêutico que é exatamente o oposto do primeiro marido. Ela passa a ter uma vida estável e tranquila, mas tediosa, e de tanto “chamar” por Vadinho, um dia ele aparece nu na sua cama. Ela, então, pede ajuda a uma amiga, dizendo que quase foi seduzida pelo finado esposo. Um pai de santo se prontifica a afastar o espírito de Vadinho, mas existe um problema: no fundo, Flor quer que ele fique, pois ela tem um forte desejo que precisa ser saciado.

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007 Contra o Foguete da Morte (Moonraker, EUA, 1978) – Ação e espionagem de Lewis Gilbert. Com Roger Moore, Lois Chiles, Michael Lonsdale. Disponível no Telecine

Inspirado no sucesso de Star Wars, James Bond (Roger Moore) se aventura no espaço. Mas antes ele dá uma voltinha no Brasil. Ao investigar o sumiço de um ônibus espacial. Ele desconfia do multimilionário Sir Hugh Drax (Michael Lonsdale). No encalço do vilão, Bond viajar para várias partes do mundo e enfrenta gauchos ninja e luta contra o vilão Dentes-de-Aço (Jaws), nos cabos do Pão-de-Açúcar, no Rio de Janeiro, sem esquecer uma perseguição em pleno Carnaval.

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A Lira do Delírio (Nacional, 1978) – Drama de Walter Lima Jr. Com Anecy Rocha, Claudio Marzo, Paulo César Peréio

No bloco carnavalesco “A Lira do Delírio” eles vivem o êxtase. Fora do carnaval, cruzam-se num cabaré da Lapa. Ness Elliot (Anecy Rocha) tem o filho sequestrado e cai na manipulação de Claudio (Claudio Marzo), misto de malandro e homem de negócios. O repórter de polícia Pereio (Paulo Cesar Pereio) faz de tudo para ajudá-la enquanto também investiga o assassinato de um homossexual.

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Carnival in Rio (Idem, EUA, 1983) – Documentário de Shep Morgan. Com Ursula Andress, Arnold Schwarzenegger. Disponível no You Tube

O astro, que depois faria Exterminador do Futuro,  apresenta o Carnaval do Rio de Janeiro, samba, aprende português, se veste de índio, se aproveita das mulatas animadas, introduz e tira uma cenoura na boca de sua anfitriã. Hasta la vista, baby!!!

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Orquídea Selvagem (Wild Orchid, EUA, 1989) – Romance de Zalman King. Com Patricia Louisianna Knop, Zalman King. Disponível no You Tube

Antes dos Tons de Cinza, os criadores de 9 ½ Semanas de Amor se empolgaram com o sucesso e realizaram Orquídea Selvagem. No filme, Claudia Dennis (Jacqueline Bisset) viaja para o Rio de Janeiro com Emily Reed (Carré Otis), uma inocente advogada recém-contratada, para comprar um resort. Chegando aqui, a jovem se envolve com o milionário James Wheeler (Mickey Rourke), que tem um estilo de vida boêmio.

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Carmem Miranda – Banana is My Business (Nacional, 1995) – Documentário de Helena Solberg.

O documentário conta a história da estrela brasileira que conquistou o mundo. Carmen Miranda, nascida em Portugal e criada no Brasil, foi uma artista de imenso talento. Já famosa na América do Sul, em 1939 ela é descoberta por Lee Shubert que a leva para os Estados Unidos, onde ela se torna “The Brazilian Bombshell”. Carmen Miranda permanece como a mais famosa brasileira a conquistar as telas do cinema. No entanto, para os norte-americanos era mais conhecida como uma figura caricata que carregava um enorme cacho de bananas na cabeça. O filme tenta resgatá-la dessa trama, devolvendo-lhe o que há de mais fundamental: sua identidade.

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Geraldo Filme (Nacional, 1998) – Documentário de Carlos Cortez

Entre a ficção e o documentário, um mergulho no universo do samba e da cultura negra paulistana através da obra do compositor Geraldo Filme. A narrativa nos revela a grandeza do sambista, além de belas imagens de personalidades como Solano Trindade, intelectual e teatrólogo negro, e o cantor e compositor Itamar Assunção. O samba de São Paulo surpreende através do filme.

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Orfeu (Nacional, 1999) – Drama musical de Carlos Diegues. Com Toni Garrido, Patrícia França, Murilo Benício e Zezé Motta. Disponível no You Tube

Quarenta anos depois do clássico “Orfeu Negro”, o diretor Cacá Diegues fez uma nova versão. Durante o Carnaval carioca, a bela e trágica história de amor entre Orfeu e Eurídice ganha vida nos morros cariocas. Caetano Veloso compôs a trilha sonora. O filme foi escolhido para representar o Brasil no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2000, mas acabou ficando de fora das indicações.

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Diversidade (Nacional, 2000) – Documentário de Gabriela Greeb. Com Seu Jorge, Marcelo D2, Grupo Cultural Afroreggae e outros

Os territórios sonoros do Rio de Janeiro durante o carnaval, na mistura do samba com o hip-hop.

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Odiquê (Nacional, 2004) – Drama de Felipe Joffily. Com Alexandre Moretzsohn, Cauã Reymond, Dudu Azevedo. Disponível no You Tube

Três amigos de classe média precisam arrumar dinheiro para passar o carnaval na Bahia. Com a ajuda de um amigo de classe alta, eles acabam se envolvendo em uma trama que envolve roubo e sequestro.

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Imperatriz do Carnaval (Nacional, 2004) – Documentário de Fernando Schultz. Disponível no You Tube

Documentário sobre a preparação da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense para os desfiles do ano 2000. O diretor brasileiro radicado nos EUA, Schultz acompanhou todo o processo de preparação da escola: a composição e a escolha do samba, a criação dos figurinos e alegorias, o trabalho no barracão, a produção das fantasias, os ensaios, a vida dos carnavalescos em casa e na escola e, por fim, o vitorioso desfile de bicampeã. No total, foram gravadas 50 horas de material, incluindo uma gravação inédita da bateria da escola em sistema surround. Segundo o jornalista e pesquisador Sérgio Cabral, narrador do documentário e autor do livro “As Escolas de Samba do Rio de Janeiro”, Imperatriz do Carnaval é “a melhor, mais profunda e mais completa radiografia audiovisual de uma escola de samba já realizada no Brasil”.

Carnaval, Bexiga, Funk e Sombrinha (Nacional, 2006) – Documentário de Marcus Vinícius Faustini. Disponível no You Tube

Uma radiografia do trabalho feito pelos mais de 70 grupos de “clóvis”, ou “bate-bolas”, existentes na zona oeste do Rio de Janeiro. Rodado durante o Carnaval de 2005, ao mesmo tempo em que perpetuam a velha tradição do alegre carnaval de rua, os grupos levam às últimas conseqüências os preparativos de uma festa que começa 361 dias antes da saída dos multicoloridos blocos.

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Filhos do Carnaval (Nacional, 2006) – Série da HBO de Cao Hamburger. Com Enrique Diaz, Felipe Camargo, Jece Valadão, Rodrigo dos Santos, Thogun. Disponível na HBO Go

Anésio Gebara (Jece Valadão) é dono de uma escola de samba e banqueiro do jogo do bicho. Tem quatro filhos: Anesinho (Felipe Camargo), Claudinho (Enrique Diaz), Brown (Rodrigo dos Santos) e Nilo (Thogun).

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Mulheres do Brasil (Nacional, 2006) – Romance de Malu de Martino. Com Magdale Alves, Tuca Andrada, Luana Carvalho

Telma (Roberta Rodrigues) é uma porta-bandeira, que enfrenta os problemas do cotidiano para manter a tradição familiar e, assim como a avó e a mãe, conquistar o prêmio máximo no Carnaval do Rio de Janeiro e mais quatro curtas metragens retratando mulheres que vivem em diferentes regiões do pais.

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Carnaval Blues (Nacional, 2007) – Drama de Miguel Silveira, Elias Lopez-Trabada. Com Elias Lopez-Trabada, Wendell Bendelack, Isabel Cardenas

Guillermo Locke é um estudante de antropologia norte americano que viaja pela primeira vez ao Brasil para estudar a “cultura da violência” para escrever sua tese. “Mestre” é um líder comunitário pobre e respeitado e mestre em capoeira, uma tradição brasileira de artes marciais e dança. A Namíbia é a filha caprichosa de 12 anos de Mestre. A vida dos três muda para sempre, à medida que se cruzam em meio ao cenário paradoxal, espiritual e comemorativo do Carnaval.

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Cartola: Música Para Os Olhos (Nacional, 2007) – Documentário de Hilton Lacerda e Lírio Ferreira. Disponível no You Tube

Esta é a história de Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola. Um dos mais importantes compositores da música brasileira de todos os tempos, Cartola é o autor de obras-primas como “O Mundo é um Moinho”, “As Rosas Não Falam”, entre outras. Os diretores Lírio Ferreira e Hilton Lacerda mostram a importância de Cartola para a música brasileira, traçando um emocionante painel do autêntico samba de origem e seus principais expoentes.

Ó Paí, Ó (Nacional, 2007) – Comédia musical de Monique Gardenberg. Com Lázaro Ramos, Dira Paes, Wagner Moura. Disponível no You Tube

Estrelado, em sua maioria, por atores do Bando de Teatro Olodum, o filme conta a história dos moradores de um animado cortiço no Pelourinho, em Salvador. Tudo se passa no último dia do Carnaval, quando todos se divertem em meio a muita música, dança e alegria. Até que dona Joana, uma evangélica, incomodada com a farra dos moradores, decide acabar com a festa, fechando o registro de água do prédio.

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Carnival, No Meu Quintal (2011) – Documentário de Alex Miranda

Em Salvador, o Carnaval contamina o espírito das pessoas, dos trabalhadores, dos turistas, dos que andam de caminhão elétrico, dos que festejam nas ruas, dos que ficam na praia e até dos que ficam longe das massas. Não importa onde você esteja, esta grande festa com seu próprio universo musical é feita por cidadãos da Bahia e visitantes de todo o mundo.

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Mulatas! Um Tufão nos Quadris (Nacional, 2011) – Documentário de Walmor Pamplona

Entrevistas com 13 mulatas de escolas de samba do Rio, de gerações diferentes, que ajudam a compor um retrato da vida deste personagem fundamental da cultura popular. Os relatos tratam do amor pelo Carnaval, a vida cotidiana, a relação com os homens, a divisão entre os papéis de mãe, esposa, filha, namorada, trabalhadora. O filme prova que as mulatas, agentes da alegria e da beleza, são, por vezes, personagens melancólicos, cheios de angústias e carências. E oferece imagens delas no ofício carnavalesco, com as fantasias que despertam a paixão dos fãs que as assistem ao vivo na avenida ou pela TV.

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Rio (Idem, EUA, 2011) – Animação do diretor brasileiro Carlos Saldanha para o estúdio Fox.

Blu (Jesse Eisenberg) é uma arara azul que nasceu no Rio de Janeiro mas, capturada na floresta, foi parar na fria Minnesota, nos Estados Unidos. Lá é criada por Linda (Leslie Mann), com quem tem um forte laço afetivo. Um dia, Túlio (Rodrigo Santoro) entra na vida de ambos. Ornitólogo, ele diz que Blu é o último macho da espécie e deseja que ele acasale com a única fêmea viva, que está no Rio de Janeiro. Linda e Blu partem para a cidade maravilhosa, onde conhecem Jade (Anne Hathaway). Só que ela é um espírito livre e detesta ficar engaiolada, batendo de frente com Blu logo que o conhece. Quando o casal é capturado por uma quadrilha de venda de aves raras, eles ficam presos por uma corrente na pata. É quando precisam unir forças para escapar do cativeiro. Claro que o grande momento do filme ocorre durante um desfile de escolas de samba, em pleno Carnaval. O filme foi um grande sucesso de bilheteria, sendo indicado ao Oscar de Melhor Animação.

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Carnaval (Idem, EUA, 2012) – Comédia nunca lançada de Josh Stern. Com John Cusack e Johnny Knoxville.

Um olheiro esportivo descobre que, para herdar sua agência, precisa viajar ao Rio de Janeiro para recrutar o maior jogador de futebol do mundo. Porém, ele precisa viajar durante o Carnaval. Knoxville, faz o seu melhor amigo que vem ao Brasil pela farra mas acaba tendo um caso com a namorada do jogador. A anarquia já começa no poster focado numa bunda feminina com os rostos dos atores principais tatuados.

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Damas do Samba (Nacional, 2013) – Documentário de Susanna Lira

Desde que o samba surgiu no Rio de Janeiro, a presença feminina foi fundamental para a sua criação, manutenção e perpetuação até os dias de hoje. Musas, pastoras, tias, compositoras, passistas, madrinhas, carnavalescas, mulatas, intérpretes e até mesmo como operárias, elas formam um painel de cores, sentimentos e sons na representação desta cultura. Este filme faz um breve passeio pela história de algumas dessas mulheres, reverenciando e reconhecendo a sua força.

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O Canto da Sereia (Nacional, 2013) – Série de drama e suspense de José Luiz Villamarim e Ricardo Waddington. Com Isis Valverde, Gabriel Braga Nunes, Camila Morgado. Produção da Rede Globo. Disponível no Globoplay

Baseada na obra homônima de Nelson Motta, a série gira em torno do assassinato da jovem e bela Sereia, a rainha do axé de Salvador, ocorrido em plena terça-feira de carnaval. A notícia choca o país e tem início da caçada ao assassino.

Trinta (Nacional, 2013) – Drama de Paulo Machline. Com Paolla Oliveira, Matheus Nachtergaele, Fabrício Boliveira

O mais recente da lista conta a história do carnavalesco Joãozinho Trinta, desde sua vinda do Maranhão, até seu auge no Carnaval do Rio de Janeiro. O filme mostra, ainda, a sua ida para a escola de samba, Salgueiro, no inovador desfile “O Rei da França na Ilha da Assombração”, até seu reconhecimento como artista.
Com Matheus Nachtergaele.

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O Samba (Idem, ALE, SUI, FRA, BRA, 2014) – Documentário de Georges Gachot. Com Martinho da Vila, Ney Matogrosso, Nana Mouskouri.

Uma conversa reveladora sobre futebol, belas mulheres e samba. Martinho narra episódios de sua carreira que se confundem com a própria história do Carnaval, da Escola de Samba de Vila Isabel e a origem do samba.

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Sete Corações (Nacional, 2014) – Documentário musical de Dea Ferraz

Os mestres do frevo – Duda, Nunes, Guedes Peixoto, Clóvis Pereira, Ademir Araújo, Edson Rodrigueis e José Menezes – reunidos para contar as histórias do estilo musical, das canções e deles próprios. O compositores analisam e reconhecem a história musical do estado de Pernambuco.

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Lascados – Uma Garota, uma Kombi e Três Amigos (Nacional, 2014) – Comédia de Vitor Mafra. Com Raul Barretto, Manoel Junior Batista, Paloma Bernardi, Guilherme Fontes

Os lascados: Uma garota, uma Kombi e três amigos. Os três partem da Zona Leste de São Paulo, onde moram, para uma viagem rumo a um idealizado carnaval de Salvador, em 1994. Durante a viagem, eles enfrentarão problemas que irão testar os laços de amizade entre os três jovens, além de mostrar um carnaval bem diferente e viver situações muito divertidas.

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82 Minutos – Nada Pode Dar Errado (Nacional, 2015) – Documentário de Nelson Hoineff

O documentário desvenda o que há por trás da construção do Carnaval carioca. Com imagens dos bastidores da Portela, que vão desde a escolha do samba-enredo até a apuração dos votos na Quarta-Feira de Cinzas, o filme lança um olhar sob esse fenômeno cultural que atrai os olhares do mundo inteiro, todos os anos.

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Jonas (Nacional, 2015) – Drama de suspense de Lô Politi. Com Jesuíta Barbosa, Laura Neiva, Criolo. Disponível no Netflix

Jonas tem 20 anos, uma vida vazia e uma paixão de infância por Branca, filha da patroa de sua mãe. Na véspera do carnaval um acidente faz com que ele a sequestre e a esconda no interior da Baleia, carro alegórico da escola de samba do bairro. Na semana entre os desfiles os dois vivem uma história de amor impossível, dentro da Baleia. Do lado de fora o drama de Jonas se intensifica à medida que a semana corre e ele tem que lidar com as consequências do sequestro.

Apaixonados – O Filme (Nacional, 2016) – Comédia romântica de Paulo Fontenelle. Com Nanda Costa, Raphael Viana, Roberta Rodrigues.

Três casais se encontram e se unem em pleno Carnaval, tentando ficar juntos em meio a diversos conflitos que surgem tendo a maior festa do Brasil como cenário – e muitas vezes como causa. Cássia (Nanda Costa) é a porta-bandeira de uma escola de samba e além de se dividir entre as responsabilidades carnavalescas e a preocupação com o pai (Roberto Bonfim), que está internado, ela se envolve com o médico Léo (Raphael Viana). Outro casal improvável se forma com Soraia (Roberta Rodrigues), uma cabeleireira da comunidade, e Hugo (João Baldesserini), jovem abastado que é controlado pelo pai. O terceiro casal é formado pelo americano Scott (Danilo de Moura), que odeia samba e não consegue deixar o Rio de Janeiro, com a vendedora Uitinei (Evelyn Castro), que faz de tudo para conquistá-lo.

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Guitarra Baiana: A Voz do Carnaval (Nacional, 2016) – Documentário de Daniel Talento.

A polêmica é antiga e sempre presente na história da cultura baiana: a história da guitarra baiana.
Conta-se que no início dos anos 1940 a dupla Dodô & Osmar, ambos de Salvador, tiveram a ideia de construir um novo instrumento após uma apresentação do músico Benedito Chaves com seu “violão elétrico”. Com um captador acoplado à caixa acústica e ligado a um amplificador, daria grande sonoridade durante o carnaval. Dodô era técnico em eletrônica e depois de muitos testes, inseriu o captador num corte de madeira maciço para evitar a microfonia. Nascia assim o pau elétrico, que para muitos, viria a ser a primeira guitarra elétrica do mundo.

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Axé – O Canto do Povo de Algum Lugar (Nacional, 2017) – Documentário de Chico Kertész

O documentário aborda através de entrevistas de artistas do gênero musical, especialistas e críticos musicais o ritmo nascido na Bahia na década de 1980 e que ganhou o Brasil na década de 1990 até sua decadência nos anos seguintes com o crescimento de outros estilos musicais e falta de renovação

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Mickey e Minnie no Carnaval do Rio de Janeiro (Carnaval, EUA, 2018). Curta de animação de Alonso Ramirez Ramos, Paul Rudish, produzido pela Disney. Disponível no You Tube

Enquanto desfila numa escola de samba em sua fantasia no Carnaval do Rio, Minnie começa a voar e Mickey a persegue e tenta salvá-la.

Azougue Nazaré (Nacional, 2019) – Drama de Tiago Melo. Com Valmir do Côco, Joana Gatis, Mestre Barachinha

O Carnaval, a maior festa brasileira, conhecida internacionalmente, mobiliza as populações de diversas cidades Brasil afora. Em uma cidade do interior, em meio aos canaviais, um grupo de pessoas vive suas vidas, suas tensões, seus desafios, seus sonhos e também pratica rituais fantásticos à espera da chegada dos dias de festa.

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Estou me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar (Nacional, 2019) – Documentário de Marcelo Gomes. Disponível no Netflix

Na cidade de Toritama, considerada um centro ativo do capitalismo local, mais de 20 milhões de jeans são produzidas anualmente em fábricas caseiras. Orgulhosos de serem os próprios chefes, os proprietários destas fábricas trabalham sem parar em todas as épocas do ano, exceto o carnaval: quando chega a semana de folga eles vendem tudo que acumularam e descansam em praias paradisíacas.

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Sou o Carnaval (Nacional, 2019) – Documentário de Márcio Cavalcante

Durante o carnaval em Salvador, a grande mídia foca nos trios elétricos e camarotes lotados por personalidades e artistas famosos. No entanto, o diretor Marcio Cavalcante procurou conversar com pessoas anônimas, o povo, que são fundamentais para compor a histeria coletiva que sustenta o carnaval baiano há anos. Uma pesquisa aprofundada sobre as origens da festa popular que é reconhecida mundialmente pela alegria e simpatia que reproduz durante os quatro dias – ou mais – de duração.

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Todo Carnaval Tem Seu Fim (Nacional, 2020) – Comédia de Vitor Baumgratz, Paulo Leite. Com Thamiris Mandú, Johnnas Oliva, Gutto Szuster

Em pleno Carnaval, Carol descobre que foi traída por seu “namorido”, Beto. Suas melhores amigas inconformadas abandonam um feriado “detox” com a missão de arrastar Carol para o Carnaval. Enquanto isso, Beto e seu amigo Diego saem em uma busca implacável para redimir o erro e reduzir os danos das três amigas embriagadas em busca de vingança.

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