Cidade dos Mortos – 1ª temporada (2020) | Crítica

O que torna a Netflix uma plataforma de streaming de sucesso, única até? E diferente de suas concorrentes? A resposta correta seria a multidiversidade de suas produções no catálogo ofertado. Podemos assistir nela, inúmeras séries, animações, filmes, de toda parte do globo. E como um bom exemplo, destacamos o programa russo, Cidade dos mortos, que em sua primeira temporada ‘fugiu do comum’, trazendo os desdobramentos de uma pandemia dissociativa, sem apelar para os mortos-vivos, mas argumentar, e interagir com o público, através de um grupo de seres humanos distintos e nem sempre confiáveis. Confira prévia:

Tudo funcionava na mais perfeita normalidade, quando alguns casos ‘estranhos’ passaram a ocorrer na Rússia. O homem se tornaria refém de um vírus com alta taxa de mortalidade. O enredo parece conveniente para o atual estágio pandêmico em que vivemos, não!? Pois bem, traçando um breve paralelo, esta doença de nome não divulgado ataca as vias aéreas e demais sistemas, levando a óbito suas vítimas em pouquíssimos dias. E neste ambiente hostil, Sergey (Kiril Käro) tentará salvar as suas famílias.

Você não leu errado, Sergey levará companheira e enteado, mais a ex-esposa e filho numa jornada dantesca – Só por isso aí, já se tem panos para mangas. Buscando uma antiga choupana da família localizada num lugar remoto, em meio a um lago congelado, ele lidera um grupo de pessoas amistosas, mas com inúmeras fragilidades morais.

Chegar, até lá, não parece algo fácil: Grupos paramilitares, o Governo, a indecência de muitos homens comuns, e a doença, farão dessa ‘aventura’ uma luta hércula, capítulo à capítulo, pela sobrevivência. E sinceramente, caros leitores, a primeira temporada de Cidade dos mortos cumpre bem a sua missão. Trazer este sentimento de caos instalado, tão bem desenvolvido, arguindo as várias estórias do grupo, sem perder o foco, é algo louvável.

A série russa, baseada no best-seller de Yana Vagner, não precisou criar mais ‘zumbis’, para tornar o ambiente instável, temerário e preocupante, mas apostou na doença, na loucura humana, e sim, no senso familiar para ensejar no público, o desejo angustiante em querer acompanhar o programa, tornando Cidade dos mortos num seriado intenso e dinâmico.

Cidade dos Mortos/Netflix – Reprodução

Se por um lado o roteiro nos pareceu interessante, o que se sobrepõe ao seriado é o elenco, com destaque para o próprio Käro, Irina (Maryana Spivak) e Anna (Viktoriya Isakova). Esse não foi um dos triângulos amorosos mais estáveis e instáveis que já vi. A fotografia, a mixagem e edição de som funcionaram, todavia, quanto a trilha sonora do programa, confesso não ter gostado. Por vezes, era clara a tensão numa cena, mas este componente técnico não ajudou a abrilhantar.

Bem montado e dirigido por Pavel Kostomarov, a primeira temporada da série russa, Cidade dos Mortos ‘encanta’ pela sobriedade, e a harmonia entre o que se quer, o que se espera de uma produção. Obviamente há pontos que não funcionaram na trama, mas no todo, a série reafirma o bom momento que a Netflix tem vivido em apostar em produções suas, originais.

Classificação: 

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A primeira temporada da série russa, Cidade dos Mortos, encontra-se disponível no catálogo da Netflix.

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