Coringa: Apenas uma Ideia | Editorial

Estreou na última quinta-feira (03), Coringa da Warner Bros., assistimos, comentamos, já trouxemos a crítica do longa [Veja aqui], mas guardamos ainda algo especial para você, caro leitor. Qual é a simbologia por detrás do filme?

Quando Coringa foi anunciado, muitos questionamentos pairavam sobre a nossa mente: Fazer filme de vilão dá certo? Misture tudo isso aos sucedidos fracassos da DC nos cinemas. E falar do carinha sem termos o Batman no filme, afinal, são opostos simbiontes, seria esperar o fracasso certo para o longa. Mas, Todd Phillips e Scott Silver tiraram, literalmente, um coelho da cartola.

Coringa é assustadoramente perturbador, muito pelos múltiplos ícones presentes na narrativa, por assemelhar-se a nossa dura realidade, por nos fazer entender que só basta um pequeno empurrão para a loucura aflorar em nossa sociedade, perdida e ausente de amor. Crescer nesse ambiente, numa Gotham decadente é mais do que o suficiente para oportunizar comportamentos distorcidos, fora da realidade aceitável.

Entretanto, o que é de chamar a atenção para o longa, são as cenas finais [Cuidado!!! Lá vem spoilers]; vimos uma cidade comemorando o palhaço e suas ações criminosas; vimos uma população literalmente carente de líderes a seguir, como um rebanho perdido do pastor, ovacionando a loucura, o desprezo pela vida, pelas instituições democráticas; vimos uma população aceitar uma ideia distorcida de civilidade, um reflexo claramente disso, é uma Gotham repleta de lixo e ratos, do primeiro ao último minuto do filme.

Phillips jogou, bem em nossa cara, o Mundo em que vivemos. O Coringa não é o vilão do filme, apenas uma ideia, uma ideia do quanto estamos sujeitos e expostos às mazelas sociais, psicológicas, a escolhas equivocadas, a inversão de valores. Nos quadrinhos, reiteradas vezes, o Coringa é o possível assassino de Thomas e Marta Wayne, em o Coringa, isso ocorre também no filme, ele não deu um tiro sequer naquela família, mas mobilizou negativamente a população para isso. Independente quem poderá vestir o palhaço de Gotham no futuro, já que tratam o longa como uma produção independente, a semente do mal já foi liberada.

Se achamos difícil termos um personagem desses na vida real, também seria impossível um Batman, lados distintos numa mesma moeda, o Coringa não possui limites, já o Cavaleiro das Trevas, as respeita. E essa louca valsa é típica na HQ, A Piada Mortal de Alan Moore, tão bem referenciada no longa. Coringa é um estado de espírito, uma ideia a ser identificada, respeitada, nunca descartada, mas principalmente, nunca cruzada. O filme é espetacular por nos apresentar justamente isso.

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Coringa chegou aos cinemas no dia 3 de outubro de 2019.

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