Criando Dion – 1ª Temporada | Crítica

“Sem dúvida, uma produção apaixonante…”

Desde 2011, a Netflix distribui produções originais para o seu público. Ano após ano, essa atividade só se aprimora. A prova dessa afirmação é “Criando Dion”, nova série original do streaming que chegou às telas no dia 04 de outubro. Por conta de um roteiro criativamente desenvolvido por meio do suspense, ação e ludicidade, assistir aos nove episódios da 1ª temporada de “Criando Dion” se torna uma tarefa fácil e prazerosa.

Sinopse: Após a morte do seu marido Mark (Michael B. Jordan), Nicole (Alisha Wainwright) se depara com as dificuldades de criar seu filho Dion (Já’Siah Young) sozinha. Os desafios de Nicole aumentam quando os poderes de Dion começam a se manifestar. Agora, além de prover uma família, a mãe terá que proteger o filho dos perigos iminentes.

Particularmente, creio que a relação entre Nicole e Dion é a base que solidifica o enredo da série. É justamente a construção desses dois personagens, em conjunto e individualmente, que faz do novo seriado uma produção excepcional. Partindo do título, já se pode entender qual é a proposta do show: mostrar como uma mãe cria seu filho com superpoderes e as implicações disso na sua vida e na da criança. “Criando Dion” traz um lado diferenciado das narrativas heróicas, pois aposta no referencial afetivo e familiar para demonstrar a formação da personalidade e do caráter de um super-herói.

Um ponto forte do seriado é o suspense. Por momentos, é possível sentir aquele arrepio na nuca que só o medo causa na gente. Os nove episódios da série trazem, de maneira sombria, o desenrolar dos mistérios que sondam a morte de Mark, e as aparições de uma tempestade que parece seguir Dion onde quer que ele vá. A forma como o enredo passeia tranquilamente entre o suspense, o lúdico, a comédia e a ação traz fluidez à narrativa, fazendo com que a série seja rapidamente maratonada. 

Antes de tratar do lúdico relativo à infância de Dion, é importante falar de Nicole. Personagem forte, complexamente desenvolvida, ela está muito além de ser uma coadjuvante na trama. Atrevo-me, inclusive, a dizer que a série trata de dois heróis: Dion e Nicole. O seriado mostra que é possível ser super nos dias atuais, mesmo que o mundo esteja repleto de ganância e preconceito ou que a realidade pareça estar disposta a nos derrubar diariamente. Nicole abandonou o sonho de ser uma dançarina famosa para se dedicar à gravidez. Os planos de retomar a carreira foram minguados com a morte do parceiro, mas isso não a deixou amargurada ou ressentida, pelo contrário, deu mais força para ir descobrindo dia a dia como se reencontrar com seus sonhos e como criar Dion. 

Com uma mãe dessas, seria impossível esperar algo diferente da infância de Dion. Mesmo diante da responsabilidade de possuir superpoderes e da recente perda do pai, Dion é, claramente, uma criança feliz. A ludicidade típica da infância é muito bem retratada durante os episódios, fazendo com que o seriado fique ainda mais gostoso de assistir. A bela fotografia de cenas como a de Dion fazendo flutuar o seu cereal com leite, ou a do herói criando no quarto escuro da mãe bolinhas brilhantes parecidas com estrelinhas, faz, por vezes, sentirmos borboletinhas no estômago e uma saudade danada de ser criança de novo… É muito fácil se pegar sorrindo do nada no meio dos episódios.

Por fim, é importante tocar na crítica social presente no enredo. O preconceito racial é uma das pautas da trama. Ao presenciar o filho sendo tratado de forma racista pelo diretor da escola, Nicole, mesmo a contragosto, se vê obrigada a apresentar a Dion um das maiores falhas de caráter do ser humano, o preconceito. A escola de Dion é frequentada majoritariamente por crianças brancas, fazendo com que o menino sinta, desde os primeiros dias, a diferença de tratamento. Porém, na sua ingenuidade de criança, ele não entende o motivo. Ficando a cabo da mãe a tarefa de explicar e alertar o filho sobre a realidade da vida. Sente-se que, nesse momento, Dion perde um pedaço da sua inocência. A discussão de temas assim serve como ferramenta não só de discussão e reflexão, mas também de representatividade.

“Criando Dion” prende a atenção e fica na cabeça, é uma obra que conseguiu inovar mesmo tratando de um gênero de grande difusão. Uma série que dá gosto de assistir e indicar… Uma produção, sem dúvida, apaixonante!

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