Filmes: Especial Stephen King | SiriLista

Na nossa SiriLista de hoje faremos uma homenagem a um dos escritores mais populares e intrigantes do mundo. Reverenciado pelos fãs e, nem sempre, pelos críticos, ele é uma verdadeira ‘máquina de escrever’ (escrevendo pelo menos 4 horas por dia). Com os espantosos números de mais de 300 milhões de livros vendidos e pra lá de 50 prêmios recebidos por sua obra, Stephen King tornou-se parte da cultura pop, sendo intitulado o Mestre do Terror.

Sem mais delongas vamos para uma lista, mais que especial, de filmes que partiram da obra desse escritor que não cansa de nos proporcionar sustos, arrepios, tremores e muita… muita diversão.

Mas antes, pra você que começou agora a nos acompanhar, segue o link dos primeiros dias:

1ª Dia: Momentos Arrepiar – Saiba Mais.

2ª Dia: “Pequenos Investimento & Grandes Negócios” – Saiba Mais.

3ª Dia: Câmera na mão – Saiba Mais.

4ª Dia: Fantasia, Sustos e Aventura – Animações de arrepiar os cabelos – Saiba Mais.

5ª Dia: Suspense Policial – Saiba Mais.

 

  1. Colheita Maldita (1984) 
Colheita Maldita (1984) – Reprodução

Isaac Chroner (John Franklin), um menino pregador, vai para Gatlin, Nebraska, e consegue que as crianças assassinem todos os adultos da cidade. Um jovem casal tem de comunicar um assassinato e vai para Gatlin, a cidade mais próxima, em busca de ajuda. Porém a localidade parece abandonada e logo eles são aprisionados, com poucas chances de escaparem vivos, pois as crianças praticam um culto que utiliza sangue humano para adubar a terra.

O conto “Children of the Corn”, publicado originalmente na edição de março de 1977 da revista masculina Penthouse, rendeu diversas adaptações, a começar pelo curta-metragem “Disciples of the Corn”, de 1983.

Comum em várias franquias, as sequências que foram criadas pegando carona no sucesso do primeiro filme não conseguem acompanhar a qualidade de seu antecessor que, apesar da época, dos efeitos datados, pode ser considerado uma obra prima da coletânea de filmes baseadas no Mestre.

O conto

 O conto “Children of the Corn”, publicado originalmente na edição de março de 1977 da revista masculina Penthouse, rendeu diversas adaptações, a começar pelo curta-metragem “Disciples of the Corn”, de 1983. No ano seguinte, a história chegou aos cinemas iniciando uma franquia que rendeu mais 7 filmes e um remake para a TV lançado em 2009.

 

  1. Cemitério Maldito (1989)
Cemitério Maldito (1988) – Reprodução

Recentemente os Creeds se mudaram para uma nova casa nos arredores de Chicago. A casa é perfeita, exceto por duas coisas: os reboques, que vivem fazendo barulho na estrada, e o misterioso cemitério no bosque atrás da casa. Os vizinhos dos Creeds estão relutantes em falar sobre o cemitério e eles têm um bom motivo para tal comportamento. Gradativamente o casal toma conhecimento da verdade e ficam chocados ao saberem do perigo que seus filhos correm. Quando o gato da família morre atropelado, eles o enterram em um cemitério índio que tem o poder de ressuscitar o que for deixado naquele terreno, mas as consequências são inimagináveis.

O filme pode bem perturbador, se levarmos em consideração que Stephen King teve a ideia para o livro vendo seu filho brincar na parte da frente de sua casa que não tinha muros, nem cercas e ficava à beira de uma estrada (quem assistiu ao filme sabe do que se trata). O cemitério indígena também existia próximo a sua casa e Stephen fez a ligação de um fato com o outro e pôs no seu livro.

Sua esposa Tabby, tinha várias ressalvas em relação ao livro, principalmente por narrar uma história em que, parte dela, poderia realmente ter acontecido com o seu filho. Ela achava isso bastante perturbador e por motivo King engavetou o livro por vários anos.

Assumindo o roteiro

 O filme de 1989 adapta o livro de 1983 sobre um cemitério que tem o poder de “reviver” animais e pessoas, mas com consequências malignas. Com roteiro do próprio King e um orçamento de US$ 11,5 milhões, arrecadou US$ 57,5 milhões nas bilheterias dos EUA. Ganhou uma continuação em 1992, também dirigida por Mary Lambert, mas sem repetir o sucesso de público e crítica.

 

  1. O Iluminado (1980) 
O Iluminado (1980) – Reprodução

Durante o inverno, um homem (Jack Nicholson) é contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado e vai para lá com a mulher (Shelley Duvall) e seu filho (Danny Lloyd). Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo em que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo.

Stephen King ficou radiante ao saber da possibilidade de Kubrick adaptar uma obra sua para o cinema, mas não é segredo pra ninguém que ele também ficou bem desgostoso ao ver o resultado final. King descreve a versão como um “Cadillac sem motor. Não se pode fazer nada com ele, exceto admirá-lo como escultura”. Alegando ter o filme muita estética e pouco conteúdo.

Seu maior problema era com a escolha de Jack Nicholson para interpretar o papel de Jack Torrance. Stephen achava que o ator não daria o tom exato para o patriarca da família. Para King, Nicholson era sombrio desde o início do filme: “O horror no romance vem do fato de Jack Torrance ser um cara legal, não um ‘estranho no ninho’. Não havia embate moral”. Creio que quem leu o livro irá concordar com King: há uma mudança gradativa no comportamento do pai, o que faz toda uma diferença na história.

Sucesso

 Publicado em 1977, o romance foi o primeiro grande sucesso de King. O ainda autor lançou Doutor Sono, que continua a história de Danny Torrance.

 

  1. Carrie, A Estranha (1976)
Carrie a Estranha (1976) – Reprodução

Carry White (Sissy Spacek) uma jovem que não faz amigos em virtude de morar em quase total isolamento com Margareth (Piper Laurie), sua mãe. Uma pregadora religiosa que se torna cada vez mais ensandecida. Carrie foi menosprezada pelas colegas, pois ao tomar banho achava que estava morrendo, quando na verdade estava tendo sua primeira menstruação. Uma professora fica espantada pela sua falta de informação e Sue Snell (Amy Irving), uma das alunas que zombaram dela, fica arrependida e pede a Tommy Ross (William Katt), seu namorado e um aluno muito popular, para que convide Carrie para um baile no colégio. Mas Chris Hargenson (Nancy Allen), uma aluna que foi proibida de ir festa, prepara uma terrível armadilha que deixa a menina ridicularizada em público. Mas ninguém imagina os poderes paranormais que a jovem possui e muito menos de sua capacidade vingança quando está repleta de ódio.

O filme de Brian De Palma é primoroso, com uma cena inicial no banheiro que já valeria seu ingresso. Mais uma pérola do cinema baseado na obra do Mestre do Horror. Ah! Dessa vez King ficou muito satisfeito com o que viu.

Ponta pé inicial

 O primeiro romance publicado de King também foi a primeira adaptação da sua obra para o cinema. O livro de 1974 chegou às telas em 1976 com Sissy Spacek no papel-título. A trama sobre a adolescente com poderes telecinéticos que sofre com a mãe abusiva e os colegas de escola, também ganhou um versão musical na Broadway em 1988, uma continuação em 1999 (A Maldição de Carrie) e mais duas novas adaptações: para a TV em 2002, estrelada por Angela Bettis e com roteiro de Bryan Fuller, e para os cinemas em 2013, com Chloë Grace Moretz como Carrie.

 

  1. It: A Coisa (2017) 
It a Coisa (2017) – Reprodução

Um grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, formam o auto-intitulado “Losers Club” – o clube dos perdedores. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do “Losers Club” acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise.

O filme já uma das melhores adaptações para o cinema da obra de Stephen King e ainda terá uma segunda parte em 2019 mostrando o grupo já adulto. Com um elenco infantil talentoso e cheio de efeitos práticos espetaculares, o filme é mais uma obra aventuresca com pegada ‘anos 80’, à la Stranger Things (2016), que lembra Os Goonies (1985) ou até mesmo o próprio Conta Comigo (1986), outra adaptação da obra do autor.

Bizarro

Bill Skarsgard realmente entrou no personagem. O ator que interpreta Pennywise revelou que chegou a fazer alguns atores-mirins chorarem de verdade durante as gravações.

O longa fez palhaços perderem o emprego nos Estados Unidos. O próprio Stephen King se desculpou em uma rede social dizendo: “Os palhaços estão com raiva de mim. Me desculpe, muitos de vocês são ótimos. Mas…as crianças sempre tiveram medo de palhaços. Não mate o mensageiro pela mensagem”, escreveu.

O diretor Andrés Muschietti planejou usar recursos de computação gráfica para fazer com que o olho de Pennywise olhasse para duas direções diferentes, mas o ator logo demonstrou ser capaz de fazer isso sozinho.

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Por Eduardo Bringuel

 

Fontes:

– GILMOUR, David. O clube do filme. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2009.

– KEMP, Philip. Tudo sobre cinema. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2011.

– ROGAK, Lisa. Stephen King, a biografia – coração assombrado. Rio de Janeiro: DarkSide Books, 2017.

– ADOROCINEMA. Filmes. Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/numero-cinemas/> Acesso em: 17 de outubro de 2018.

– DARKSIDE. Cinebook. Disponível em: <https://www.darksidebooks.com.br/category/cinebook/> Acesso em: 17 de outubro de 2018.

 

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