Filmes que marcam época | Resenha

De uns tempos pra cá, a NETFLIX vem nos encantando com documentários nos quais nos remetem ao nosso passado nostálgico. Tal qual nos presenteou com a série de documentários acerca de “BRINQUEDOS QUE MARCAM ÉPOCA”, agora nos brinda com um novo e interessante tema: “FILMES QUE MARCAM ÉPOCA”, nos mesmos moldes do documentário anterior, esta nova série vem pra matar a saudade, a curiosidade e enriquecer o conhecimento dos cinéfilos, fãs e admiradores, acerca de filmes que marcaram e mudaram o entendimento e percepção da sétima arte.

Dessa vez, acompanhamos as histórias de bastidores (criação, produção, divulgação e exibição) de quatro dos maiores blockbusters do cinema moderno, que inegavelmente mudaram o conceito de cinema e deixaram suas marcas na cultura pop e ainda hoje são tidos como clássicos e inegáveis fenômenos de bilheteria, público e crítica.

Conheçamos os bastidores dos 04 maiores sucessos do cinema de todos os tempos.

Dirty Dancing/Vestron Pictures – Reprodução

Dirty Dancing – Ritmo quente: O filme que conta a história de uma mulher, feito por mulheres, rejeitado inúmeras vezes pela casta patriarcal de diretores, produtores e cineastas do universo cinematográfico, nos idos anos 80, composto basicamente por homens; fora ignorado por 42 vezes, pelos mais diversos estúdios cinematográficos, fossem grandes ou pequenos; porém,  a despeito disso, Dirty Dancing foi uma produção de baixo orçamento que por muito pouco não viu as telonas do cinema, mas que devido a perseverança de suas criadoras/produtoras e uma improvável produtora (Vestron Pictures), uma antiga distribuidora de VHS, conseguiu, por meio de um de seus chefes de produção, enxergar o potencial por trás dessa grande história.

Gravadao em Catskill, estado de Nova York e no hotel Mountain Lake Lodge, na Virgínia, e em um acampamento na Carolina do Norte, cenário da maior parte do longa, incluindo a clássica e icônica cena final; tornou-se um dos filmes de dança sucesso de bilheteria e aclamado como o melhor roteiro (original) para aquele tipo de gênero.

Esqueceram de mim/Fox. – Reprodução

Esqueceram de Mim: O filme que daria notoriedade e lançaria Macaulay Culkin ao estrelato, a princípio, teve sua produção iniciada pela estúdios Warner Bros., encontrou uma série de contratempos em seu desenrolar. A priori iniciou-se com um orçamento limitado a US$ 10 milhões. No entanto, houveram  intercorrências decorrentes de despesas com a montagem dos sets de filmagens, pois a casa, ora escolhida para representar a residência dos McCallister, era limitada internamente para as gravações, havendo a necessidade de ser criada em estúdio, sendo assim devidamente montado em uma escola, em Chicago, o que por sua vez orbitou os custos em quase 50% do valor inicial. Sendo assim, os produtores pleitearam à Warner um aditivo do valor, no entanto dos US$ 14,7 milhões previstos, a Warner limitou seus custos a US$ 13,5 milhões, o que por sua vez, inviabilizaria o projeto e determinaria o trágico cancelado do filme. No entanto, paralelo a isso, John Hughes (produtor) e Chris Columbus (diretor) de uma forma, digamos, deveras metódica e oportuna, conseguiram dar continuidade a este clássico da comédia moderna. Em meio às tratativas, e a real possibilidade de cancelamento do projeto, recorreram à Fox, que por sua vez, achou deveras interessante e resolveu apostar suas fichas no filme.

De acordo com o contrato com a Warner, havia uma cláusula de confidencialidade, que determinava o não acesso ao enredo por parte dos executivos da Fox, enquanto este estivesse sendo produzido pela Warner; porém, por baixo dos panos, o enredo foi “esquecido” em um lugar qualquer, para que pudesse ser apreciado por parte da Fox. E não deu outra, a Fox de imediato deu continuidade ao que viria a ser um dos filmes de natal mais emblemáticos de todos os tempos.

Os Caça Fantasmas/Sony/Columbia Pictures – Reprodução

Os Caça-fantasmas: O filme é filho dos humoristas do Saturday Night live, Harold Ramis e Dan Aykroyd, e tomando por base estudos paranormais realizado pela família de Aykroyd, o filme encontrou uma série de dificuldades em seu percurso, a começar pelo nome do longa, afinal, Ghostbusters, estava registrado na Filmation Studios, como uma série de comédia, The Ghost Busters (conhecida como trio calafrio, aqui no Brasil) para um pretenso desenho  animada para a TV.

No entanto a produção do filme já havia iniciado, com data definida para a estréia, em 08/06/1984, isto é, menos de um ano entre tirar a idéia do papel e o lançamento propriamente dito. Por imposição da Coca-Cola, que à época era dententora dos direitos da Columbia Pictures, várias das cenas foram rodadas duas vezes; uma como Ghostbusters (que viria a se tornar o título do filme) bem como com o título substituto, que seria Ghostbreakers. Para a sorte dos produtores e alegria geral, Frank Price, Diretor chefe da Columbia, à época, que apostou as fichas na idéia exclusiva de Harold Ramis e Dan Aykroyd, houvera sido demitido da Columbia e assumido o posto na Universal, que por sua vez era a detentora da própria Filmation Studios, o que viabilizou todo o tramite da sessão dos direitos do nome Ghostbusters. O resto da historia de sucesso, conhecemos muito bem.

Duro de Matar/Fox – Reprodução

Duro de Matar: Baseado no livro Nothing Lasts Forever, de Roderick Thorp, o filme, a princípio, traria Frank Sinatra no papel principal. Isso mesmo, Duro de Matar foi projetado para ter como protagonista o saudoso Frank Sinatra, no entanto, o cantor/ator passava de seus 70 anos de idade, o que inviabilizaria o projeto, já que ele deixara claro seu desinteresse pelo cinema àquela altura do campeonato.

De certa forma foi menos um fardo para os produtores, pois a esta altura, buscavam adaptar o filme para a atualidade, com algumas modificações do roteiro original para que se tornasse um filme adrenalizante, com cenas de ação irrefreáveis, e de certo, um idoso com mais de 70 anos não seria o ideal para o papel. E eis que surge o nome Bruce Willis, ator de séries de comédia (mais conhecido no Brasil pela minissérie “A gata e o rato”), que houvera feito alguns filmes, mas nada digno de nota. No entanto, haviam dúvidas por parte da FOX, se Willis era realmente o nome certo para o longa, afinal estavam apostando US$ 28 milhões, dos quais US$ 5 milhões, fora pleiteado para o protagonista, por meio de seu agente, o que seria o cachê mais alto pago à época. Dúvidas que se acentuaram após a divulgação dos trailers em que John Mclane, personagem vivido por Willis, fora recebido com risos e deboche em algumas sessões (afinal tratara-se de um conhecido ator de comédia).

A Fox então realizou a divulgação dos pôsteres, sem a foto do ator, apenas com a imagem do edifício em chamas. Mas, a despeito das desconfianças e incertezas dos executivos da Fox, e alegria geral da nação, o longa estreou, e foi um sucesso estrondoso de bilheteria e crítica, apresentando efeitos visuais inovadores para a época e cenas viscerais rodadas com muitos tiros, perseguições, explosões e quedas de helicópteros;  formula sem precedentes na história do cinema, que seria copiada e replicada por anos, em diversos outros blockbusters de ação; situação a qual, os fizeram rapidamente voltar atrás e readicionar a imagem do ator aos cartazes, afinal de contas, grande parte do sucesso se deu pelo carisma, bom humor e piadas oportunas do ator durante o longa e a empatia do público com um personagem mais perto da realidade.

Confira outras críticas do streaming:

Com 4 episódios, Filmes que marcam época chegou a Netflix no dia 15 de Dezembro.

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