Godzilla vs. Kong (2021) | Crítica

Quem teve a ideia de colocar o Deus Zilla e o Rei Kong para se enfrentarem num filme cheio de especulações e dúvidas (e ainda posso acrescentar a pandemia) surpreendentemente acertou. Godzilla Vs. Kong chega com a missão de subir o nível de qualidade do MonsterVerse da Warner em termos de estória e visual. Confira prévia:

Antes de falar do filme propriamente, devemos ponderar como a pandemia meio que ajudou no sucesso do longa (Isso mesmo. 80% das críticas ao filme são positivas.) refletindo em sua bilheteria que ultrapassou a casa dos 200 milhões de dólares.

Com os grandes estúdios tendo que repensar as práticas de marketing com seus filmes, se vão estrear em cinemas ou streaming e o grande público sedento por um blockbuster de respeito (isso posso dizer com certeza), Godzilla Vs. Kong foi um soco no estômago da mesmice que estamos vivendo. Outro motivo foi as redes sociais onde a campanha #TeamGodzilla Vs #TeamKong movimentou muito a internet criando várias teorias, debates e converas deixando hyper no máximo.

Agora voltando ao filme, te faço uma pergunta: O que você espera num filme de titãs (kaijus)? Te dou um tempo para pensar…

Pensou?

Acho que sei sua resposta. É ver os titãs (kaijus) em tela o maior tempo possível.

Nos dois filmes do nosso Deus Godzilla (o de 2014 e 2019), tirando o filme Kong – A ilha da Caveira que para o MonsterVerse, serve como o introdutório para o querido Rei Kong, todas as cenas onde os kaijus apareciam, você tinha a sensação de que era um grande presente para o expectador por aguentar horas de dramas chatos por parte do elenco humano. Em Godzilla Vs. Kong você não tem essa sensação porque a estória é focada na raiva e no ódio dos dois seres supremos. Levando isso em mente, o drama humano fica até aceitável tendo o maior foco entre Kong e a menininha Jia (Kaylee Hottle) que como na vida real, consegue se comunicar com ele através da linguagem de sinais. O resto do elenco humano faz o que tem que fazer, agilizar a estória e serem esmagadas pelo embate dos titãs (sacada do diretor Adam Wingard).

Quanto a tecnologia e efeitos visuais, só tenho que externar o quão é bem feito. Você consegue sentir a verdade e a fúria de Kong (sua frustação e saudade de sua casa), a imponência de Godzilla como o ser mais poderoso da Terra (cara… Godzilla gosta de uma boa briga e você consegue ver isso) e até MechaGodzilla está bem retratado no filme como uma ameaça a ser respeitado. Todos os ambientes retratados são extremamente realistas. A luta noturna com os prédios cheios é fantástica.

No cinema de pancadaria, Godzilla Vs. Kong é uma obra de arte. Tem tudo o que você espera de um filme de dois gigantes se estapeando com direito a surpresas. Esqueça a filosofia de tudo, estórias maçantes e conversas sem sentido. O negócio é se divertir pegando aquele grande balde de pipoca, aquele refrigerante gelado e se deleitar com esse UFC dos kaijus. Se o filme tivesse umas três horas, com certeza seria o filme perfeito mas já posso considera-lo como o melhor filme do Monsterverso da Legendary Pictures e o melhor blockbuster de 2021 até agora. E antes que eu esqueça… Independente do vencedor desse embate (Sim!!!!! Temos um vencedor!), você irá gostar do final.

Classificação: 

Veja também, outras críticas nossas:

O filme da Warner Bros., “Godzilla Vs. Kong” estreia essa semana no Brasil, no dia 29 de abril.

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