Hebe: A Estrela do Brasil | Crítica

Uma gracinha…

Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani, mais conhecida como Hebe Camargo, nasceu em pleno dia Internacional da Mulher, 08 de março de 1929, e foi conhecida como a “Rainha da Televisão Brasileira”. Além de apresentadora foi também cantora, radialista, humorista e atriz. Iniciou sua carreira na década de 1940 como cantora de rádio. Em 1950, foi convidada a integrar um grupo que iria buscar equipamentos no porto da cidade de Santos/SP. Esses equipamentos eram para dar início a primeira rede de televisão brasileira, a Rede Tupi, naquele mesmo ano, Hebe foi convidada por Assis Chateaubriand para participar da primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira.

Em 1955, Hebe começa a comandar aquele que seria o primeiro programa feminino da TV brasileira, o programa se chamava “O Mundo é das Mulheres. Em 1964, ela se afasta da TV para dar à luz ao seu filho Marcello Capuano, só retornando 2 anos depois, agora pela TV Record (hoje Record TV) com o programa que levava o seu nome. Já em 1970, o programa consagrou-se como uns dos programas de maior sucesso da TV brasileira. Em 1974, o programa é transferido e volta a ser transmitido pela Rede Tupi, porém só fica um ano no ar e retorna para a Rede Bandeirantes em 1979. E nesse ponto que a história do filme Hebe: A Estrela do Brasil começa.

Diferente de muitas cinebiografias, (que começa a acompanhar a vida do artista desde sua infância até os dias atuais) esse começa com a Hebe no auge de sua carreira, porém tanto sua vida particular quanto o Brasil estavam passando por um momento bem conturbados. Isso foi um ponto muito positivo no filme, sair do mesmo, e inovar. O roteiro foi bem escrito por Carolina Kotscho, e possui traços leves quando tem que ser leve, e pesado quando necessário, mostrando as várias qualidades de Hebe, mas também seus defeitos. Ele também nos passa a força que a personagem possui para enfrentar cara a cara o Governo Militar, onde por muitas vezes tentaram censurar o seu programa, seja pelo fato de Hebe falar sobre a censura que existia no Brasil (pois para o governo não existia), ou pelo simples fato dela levar convidados que não eram símbolos do conservadorismo (Homossexuais, Trans.). Por causa dessa perseguição, ela preferiu se demitir ao vivo do que seguir um caminho que ela desprezava. Em 1986, Hebe assinava contrato com o SBT, porém Silvio Santos (Daniel Boaventura) teve que ligar para a apresentadora algumas vezes, pois ela pensava que era trote.

Outro ponto positivo foi a escolha de Andréa Beltrão para interpretar Hebe, ela foi simplesmente perfeita no papel. Ela incorporou a apresentadora de uma forma esplendorosa, sua interpretação tanto como Hebe apresentadora ou mãe foi magnifica. O Filme traz algumas cenas de comédia, e quase todas (se não for todas) são protagonizadas por Andréa Beltrão. Porém, alguns saltos temporais deixam os telespectadores confusos, não dá para saber quanto tempo passou, isso deixou a trama meio perdida atrapalhando a história.

Hebe: A Estrela do Brasil é uma cinebiografia arrojada, emotiva e com um toque de cômica, e mostra a grande mulher que foi Hebe Camargo.

Classificação

Hebe: A Estrela do Brasil estreia no dia 26 de setembro.

O que você achou dessa crítica??? Deixem os seus comentários logo abaixo…

 

Curta a nossa página no Facebook!!!

Siga-nos no Instagram e no Twitter!!!

E continue acessando o nosso site.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *