Hellboy (2019) | Crítica

Hellboy, da Dark Horse Entertainment e da Lionsgate Entertainment, chegou hoje aos cinemas brasileiros, e com ele uma dura missão, resgatar a franquia, apresentar a marca a uma nova geração e consolidar o anti-herói num panteão dominado por DC Comics e Marvel Comics. E a pergunta a ser feita é, conseguiu? Não! Infelizmente a resposta não será tão satisfatória assim, e dessa vez o problema ficou para o último trecho do filme.

Traçando um paralelo com os últimos dois filmes da franquia, que foram ao ar nos anos de 2004 e 2008, dirigidos pelo brilhante cineasta Guilherme del Toro, esse é sem sombra de dúvidas mais próximo dos quadrinhos, mas não melhor. Numa matéria trazida pelo próprio SiriNerd [Saiba Mais], o criador do personagem Mike Mignola destaca que a essência do personagem, o universo foram incrivelmente captados, e sim, foi mesmo! Inclusive o protagonista vivido pelo ator David Harbour (Stranger Things) foi o grande destaque da produção, o ponto mais alto do trabalho, com uma interpretação tão boa, que não conseguimos sentir falta do ator dos dois primeiros filmes, Ron Perlman – quem é o melhor, isso não debateremos aqui.

Claramente o filme não é um reboot, e nem um remake, mas uma continuação um tanto diferente dos outros filmes da franquia. Vivendo num Mundo repleto de mistérios, e divididos com seres incríveis, poderosos e também assustadores. Hellboy ainda é tratado com desprezo, medo e sim, com bastante preconceito. E como em nosso universo, o diferente nem sempre é bem aceito. Entretanto, tentamos entender os múltiplos sentimos em jogo ali, afinal, tratar um demônio como herói é difícil para o nosso conceito de crença, todavia, “O Ex-príncipe do Inferno” não mais precisa provar nada a ninguém, ele escolheu fazer o bem. E diante de uma perigosa vilã Nimue, a Bruxa Sangrenta, papel vivido pela atriz Milla Jovovich, Hellboy e equipe terão que enfrentar inúmeras provas sangrentas e evitar o Apocalipse tão bem descrito nas Escrituras Sagradas.

Sobre o longa, infelizmente, nem a equipe de Hellboy e muito menos a vilã funcionam bem, o que evidencia um outro ponto negativo para a trama. Contudo, nesse mix de altos e baixos momentos, nem tudo está perdido, como avaliado anteriormente, talvez, esse filme não seja o melhor dos três, mas é a melhor adaptação, a mais próxima dos quadrinhos. Hellboy possui sim ótimas intenções mas não consegue êxito em todas elas. Com boas sacadas e cenas de ação intensas, o diretor Neil Marshall cria possibilidades futuras para o herói.

Hellboy talvez tenha pecado pelo excesso em muitas cenas, mas o pior erro está no terceiro ato do filme. Com uma resolução rápida e nada eficaz, o filme que caminhava ligeiramente na média ou acima dela, decepciona o espectador, ficando clara a confusão das ideias.

Com um desleixo intencional e um humor negro, o filme nos ensina sobre a nossa própria humanidade. Abertamente não importa de onde vimos, mas quem realmente somos, quais são as nossas atitudes ante o verdadeiro mal. Hellboy é um exemplo caricato disso, ele escolhe fazer o bem, mesmo sem esperar nada dos mais próximos, sofrendo com preconceito que é tão característico nosso, infelizmente. O filme surpreende em alguns momentos, noutros, traz sentimentos de que algo estava fora do tom, confuso. Entretanto, com decisões melhores tomadas Hellboy poderá sim ocupar o espaço que realmente quanto as adaptações da sétima arte, advindas dos quadrinhos. Creio que seja um bom começo, para algo ainda maior, e quem sabe mais profundo.

Classificação:

Hellboy chegou em nossos cinemas no dia 16 de Maio.

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